- Em uma pedreira antiga perto de Campos del Paraíso, na província de Cuenca, Espanha, arqueólogos encontraram um santuário romano escavado na rocha dedicado à deusa Minerva, datado no final do século II d.C.
- A edícula mede cerca de setenta centímetros de largura por cinquenta centímetros de altura, com estilo de templo clássico e duas semicolunas caneladas que sustentam o frontão.
- O santuário foi encomendado por Plotius Vigor, integrante de uma família de senadores e funcionários romanos da Hispânia, conforme estudo publicado na revista Mantva.
- A descoberta fica a cerca de quinze quilômetros de Segóbriga, região rica em lápis-lazúli, rocha que gerou riqueza na área por séculos.
- Abaixo do relevo de Minerva, há uma inscrição em latim que diz: “Minervae dominae Plotius cum suo comitato”; ao lado foi encontrada uma cavidade usada como prateleira para oferendas.
Em Campos del Paraíso, na província de Cuenca, Espanha, arqueólogos descobriram um santuário romano escavado na rocha dedicado à deusa Minerva. A peça é um recinto sagrado sculpted em pedra, datado do final do século 2 d.C., fora dos grandes centros urbanos.
A descoberta foi anunciada pelo jornal El País e detalhada em estudo publicado na revista Mantva. O santuário foi encomendado por Plotius Vigor, integrante de uma família de senadores e funcionários da Hispânia romana, segundo os pesquisadores.
A localização fica a cerca de 15 quilômetros de Segóbriga, região rica em lápis-lazúli, rocha usada na construção e janelas, que impulsionou a economia local por séculos. A obra mede aproximadamente 70 cm de largura por 50 cm de altura.
Os autores descrevem uma edícula com estilo clássico, sustentada por duas semicolunas caneladas e um frontão triangular. A imagem de Minerva ocupa o centro, ainda que a erosão da rocha dificulte a visualização integral da cena.
Abaixo da estátua, há uma inscrição em latim de duas linhas: Minervae dominae Plotius cum suo comitato. A legenda indica que o santuário foi dedicado pela comitiva de Plotius Vigor.
A obra registra ainda uma cavidade horizontal à esquerda, que funcionava como prateleira para oferendas. O conjunto sugere que trabalhadores da pedreira integravam religião à rotina diária, buscando proteção divina no trabalho.
A pesquisa aponta que áreas rurais e de produção também tinham significado religioso, não apenas grandes templos urbanos. O achado contribui para entender como cultos romanos se expandiam além das capitais administrativas.
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