- A Secretaria de Estado da Segurança Social e Pensões afirma que o megacontrato de 160,9 milhões de euros com a Huawei é para armazenamento auxiliar e não compromete dados críticos do sistema público.
- Segundo o órgão, os serviços de apoio técnico abrangem um ecossistema de diversos fabricantes, e os dispositivos da Huawei têm função complementar no parque tecnológico.
- Dados nucleares de gestão de afiliação, contribuição, pensões e prestações permanecem em plataformas de outros fornecedores; a Huawei não dá suporte a esses bancos de dados.
- Não há armazenamento de bases de dados de gestão nem de repositórios críticos nos equipamentos da Huawei; autoridades como CCN, Departamento de Segurança Nacional e CNI não emitiram alertas.
- O inventário técnico inclui três unidades Huawei OceanStor Pacific 9520, três unidades Huawei OceanStor Dorado 8000 V6 e duas unidades SWS D5000-235, somando 564 terabytes de capacidade; ofertas devem ser certificadas por pessoal qualificado; prazo de recebimento encerra em 26 de junho.
A Secretaria de Estado de Seguridad Social e Pensiones esclareceu que o novo mega-contrato da Gerencia de Informática da Segurança Social (GISS), no valor de 160,9 milhões de euros, não compromete dados críticos do sistema público. Segundo o órgão, os serviços contratados abrangem um ecossistema amplo, com múltiplos fabricantes, e os dispositivos da Huawei têm função apenas auxiliar de armazenamento.
A instituição ressaltou que as bases de dados essenciais e os repositórios de afiliación, cotização, prestações e pensões ficam em plataformas de outros fornecedores. Assim, a Huawei não dá suporte aos dados nucleares do sistema corporativo e não armazena informações sensíveis.
A Secretaria afirmou que os equipamentos da Huawei atuam apenas como armazenamento de terceiro nível. Segundo o governo, servem para dados de desktops virtuais, monitoramento de sistemas, configuração e exploração de infraestrutura, sem armazenar as bases críticas da Segurança Social.
Detalhes técnicos e alcance
Os documentos oficiais indicam que os dispositivos não hospedam as bases de gestão nem os repositórios dos sistemas críticos. Além disso, não contêm dados nucleares que sustentam a gestão de afiliação, cotização, pensões ou prestações. Os arquivos correspondentes ficam em plataformas de outros fabricantes.
O órgão também informou que os aparelhos operam para finalidades específicas, sem revelar a tipologia exata de dados ou conteúdos de arquivos de configuração. A Administração reiterou que a presença desses equipamentos não implica dependência estratégica da Huawei.
Posicionamento institucional
A direção da GISS reiterou, em respostas parlamentares, que os sistemas atuam de forma auxiliar e não crítica dentro da arquitetura tecnológica. A Segurança Social afirma não possuir tecnologia Huawei em redes de comunicações nem servidores Huawei que apoiem processos de negócio críticos.
A instituição também confirmou que nenhum órgão nacional de segurança emitiu alerta ou exigência relacionada a esses sistemas. O texto cita o Centro Criptológico Nacional, o Departamento de Segurança Nacional e o Centro Nacional de Inteligência, sem alertas de risco.
Licitação e próximos passos
O edital detalha um inventário com três unidades Huawei OceanStor Pacific 9520, três unidades Huawei OceanStor Dorado 8000 V6 e duas unidades do sistema SWS D5000-235, totalizando 564 terabytes de capacidade líquida em alta disponibilidade. A licitação exige certificação de pessoal para manutenção.
A licitação, no valor de 160,9 milhões de euros, tem prazo de recebimento de ofertas até o dia 26 de junho. A defesa oficial enfatiza a natureza restrita e não crítica do uso desses dispositivos dentro da infraestrutura de tecnologia da Segurança Social.
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