- O dólar voltou a superar a marca de R$ 5,20 nesta quarta-feira, 24, com alta de 0,46% às 9h26, para venda de R$ 5,2100 na moeda à vista; contrato futuro para julho na B3 avança a R$ 5,2150.
- Este é o segundo dia consecutivo de busca por ativos de proteção, com venda generalizada de ações e demanda por dólar e títulos dos EUA.
- Na terça-feira, o dólar fechou em alta de 0,87%, aos R$ 5,1859, em meio a fluxo global favorável à segurança.
- No Brasil, operadores mencionam a possibilidade de o Federal Reserve elevar juros em 2026, enquanto o Banco Central pode promover novos cortes da Selic, atualmente em 14,25% ao ano, diminuindo o diferencial de juros e a atratividade do país para capitais externos.
- Caso o dólar rompa acima de R$ 5,20, há risco de alta para a região de R$ 5,30–R$ 5,35, conforme alerta de José Faria Júnior, diretor da Wagner Investimentos, que aponta tendência de alta de médio prazo.
O dólar atingiu novamente a casa de R$ 5,20 nesta quarta-feira, 24, acompanhando a alta da moeda norte-americana no exterior. Investidores procuraram ativos considerados mais seguros, marcando a segunda sessão consecutiva de fuga para o dólar e para títulos dos EUA.
Às 9h26, o dólar à vista subia 0,46%, vendido a R$ 5,2100. No mercado futuro da B3, o contrato de julho, o mais negociado, avançava 0,42%, a R$ 5,2150.
Segundo dia de busca por proteção
Na terça-feira, o dólar fechou em alta de 0,87%, aos R$ 5,1859, em meio a uma venda generalizada de ações e à demanda por ativos de proteção. Investidores globais teriam privilegiado a segurança de títulos dos EUA.
A quarta-feira manteve o mesmo viés, com compras em ativos em dólar e em Treasuries, enquanto as bolsas internacionais recuavam. O cenário alimenta a recuperação da divisa norte-americana frente a outras moedas.
Diferencial de juros e cenário externo
No Brasil, o mercado acompanha a perspectiva de alta dos juros pelo Fed em 2026, enquanto o Banco Central pode promover novos cortes da Selic, hoje em 14,25% ao ano. A redução do diferencial de juros entre Brasil e EUA tende a reduzir a atratividade de capitais estrangeiros no país.
Para especialistas, se o dólar romper R$ 5,20, há potencial de alta até a faixa de R$ 5,30 a R$ 5,35, dado o atual movimento de alta de médio prazo. O cenário reforça a cautela entre investidores locais.
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