- A cidade, com pouco mais de quatro mil e trezentos habitantes, abriga um dos maiores conjuntos de sítios arqueológicos da região Centro-Oeste e é reconhecida como Capital Estadual da Arte Rupestre desde 2012.
- Há mais de trinta sítios na região, sendo 24 dentro do território de Alcinópolis, com gravuras de povos antigos a partir de dois mil até mais de dez mil anos atrás.
- Entre as atrações destacam-se o Parque Natural Municipal Templo dos Pilares, a Serra do Bom Jardim, a Gruta do Pitoco, a Gruta do Barro Branco (com a “Mão de Deus”) e o sítio Pata da Onça, onde fica a figura conhecida como Deusa Mãe.
- A região combina ecoturismo com patrimônio arqueológico, localizada na transição entre Cerrado e Pantanal, com serras, cânions, cavernas e unidades de conservação como o Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari.
- A emancipação ocorreu em 1992, após desmembramento de Coxim, e, apesar de jovem no aspecto administrativo, o município é passagem de milênios e hoje é foco de pesquisa arqueológica e conservação, ainda pouco explorado pelo turismo.
Alcinópolis, no norte de Mato Grosso do Sul, se firmou como um dos maiores polos de arte rupestre do Brasil. Com pouco mais de 4.500 habitantes, abriga um conjunto relevante de sítios arqueológicos, consolidando o título de Capital Estadual da Arte Rupestre, reconhecido por lei em 2012. A pluralidade de gravuras aponta para povos antigas que habitaram a região.
Estudos arqueológicos identificaram mais de 30 sítios no entorno, sendo 24 dentro do município. As manifestações vão de 2 mil a mais de 10 mil anos e revelam formas primitivas de comunicação, além de aspectos do cotidiano e crenças dos grupos pré-históricos.
Parque Natural Municipal Templo dos Pilares
Entre os atrativos, o Parque Natural Municipal Templo dos Pilares funciona como um museu a céu aberto, com formações rochosas e painéis repletos de grafismos complexos. O local atrai visitantes interessados em patrimônio e natureza.
Serra do Bom Jardim e Gruta do Pitoco
Na Serra do Bom Jardim, sítios arqueológicos e trilhas permitem o contato direto com o patrimônio histórico. A Gruta do Pitoco destaca passagens subterrâneas e inscrições antigas, atraindo curiosos e pesquisadores.
Gruta do Barro Branco e Pata da Onça
Na Gruta do Barro Branco, gravuras surgem em paredões rochosos, acompanhadas de formações curiosas, como a chamada Mão de Deus. O sítio arqueológico Pata da Onça abriga a representação conhecida como Deusa Mãe, associada à fertilidade.
Contexto regional e turismo sustentável
Além do valor arqueológico, a região integra o Cerrado e o Pantanal, com serras, cânions e rica biodiversidade. Unidades de conservação, como o Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari, ampliam o ecoturismo com trilhas e observação de fauna.
História e presente de Alcinópolis
A cidade foi povoada na década de 1970, voltada à educação rural, e emancipada de Coxim em 1992. Apesar da juventude administrativa, o território guarda vestígios milenares, conectando passado pré-histórico ao presente.
Turismo e pesquisa
Curiosamente, Alcinópolis ainda é pouco explorada no turismo nacional, o que ajuda na preservação dos sítios. Projetos de conservação e iniciativas científicas fortalecem a cidade como campo de pesquisa arqueológica no Brasil.
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