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Estudo investiga possível impacto da água da torneira na fertilidade

Resíduos farmacológicos nas águas permanecem, gerando risco ambiental e à saúde, com debate sobre descarte, uso de abortivos e medidas técnicas

(Foto: Imagem criada pelo Chatgpt/ Gazeta do Povo)
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  • Uma égua prenha chamada Amora caiu em uma cisterna da rede de água da região metropolitana de Belo Horizonte; após 24 horas, o animal foi retirado e a água voltou a ser fornecida após sanitização e testes que confirmaram a qualidade da água.
  • O texto destaca que resíduos farmacológicos não são totalmente removidos pelo tratamento convencional de água, exigindo processos avançados ainda caros e em pesquisa, com estudos citados pela USP.
  • Nos Estados Unidos, procuradores de estados discutiram à EPA a contaminação do abastecimento por mifepristona, medicamento abortivo; no Brasil, o uso de misoprostol é citado como similar, com debates sobre controle e acesso.
  • Há menção à prática de teleaborto e ao contrabando de fármacos abortivos, defendendo regulação econômica e atuação policial para enfrentar o problema.
  • Amora e seu filhote não sobreviveram; o texto conclui chamando atenção para evitar a contaminação das águas e ampliar soluções técnicas para a potabilidade.

No mês passado, circularam nas redes sociais relatos sobre uma égua prenhe chamada Amora que caiu dentro de uma cisterna do sistema de abastecimento da região metropolitana de Belo Horizonte. Equipes da Companhia de Saneamento atuaram, retiraram o animal após 24 horas e o abastecimento foi retomado após sanitização e desinfecção da rede, com testes que reafirmaram a qualidade da água.

Segundo a companhia, o incidente foi resolvido com a recuperação do serviço de água e a conclusão de procedimentos de limpeza. O episódio levou em conta padrões de sanitização e verificação laboratorial para assegurar a potabilidade. Não houve confirmação de danos ao abastecimento após a remoção.

Contaminação por resíduos farmacológicos

Entretanto, o texto alerta para uma contaminação que, em tese, não seria removida pelos traçados do tratamento convencional. O processo típico utiliza sulfato de alumínio, cal, cloro, decantação, filtração, desinfecção e fluoretação, mas pode não eliminar certos resíduos farmacológicos presentes em corpos hídricos.

A proposição é que resíduos de medicamentos chegam aos rios e lagos por via de urina, fezes e descarte em pias e vasos sanitários. A remoção exigiria técnicas mais avançadas, com alto custo e em desenvolvimento, conforme citações de estudos vinculados à USP.

Descarte de fármacos abortivos e ações regulatórias

O texto também aborda o tema do descarte de fármacos abortivos. Nos EUA, procuradores de 14 estados enviaram à EPA pedidos para monitorar a contaminação por mifepristona, medicamento abortivo, citando preocupações com o impacto ambiental. A reportagem menciona que metabólitos do fármaco podem permanecer ativos no ambiente.

No Brasil, o documento aponta o uso de misoprostol como similar, com controles estritos, e relatos de tentativas de ampliar a venda em farmácias e de teleaborto, o que, segundo o texto, geraria riscos de saúde e impactos ambientais. O texto ainda aponta tráfico de medicamentos abortivos por canais digitais e a necessidade de repressão a tais atividades.

O artigo defende que soluções técnicas, como as estudadas pela USP, devem ser financiadas pela indústria farmacêutica para reduzir impactos no abastecimento. Também sinaliza a necessidade de atuação policial para coibir práticas ilegais relacionadas ao tema.

Amora, a égua citada, estava com cinco meses de gestação. O filhote não sobreviveu. O texto encerra defendendo que a proteção de bebês e a higiene das águas dependem de ações técnicas, regulatórias e repressivas, sem emitir julgamentos.

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