- Dois terremotos atingiram a Venezuela no início da noite de quarta-feira (24), em uma sequência incomum pelo intervalo curto entre eles.
- A magnitude dos tremores torna o intervalo entre eles destoante, segundo especialistas.
- O especialista Mark Allen aponta que o primeiro terremoto pode ter rompido uma falha e transferido tensão para outra, que rompeu-se em seguida.
- Os eventos parecem ter ocorrido na fronteira entre a placa tectônica da América do Sul e a do Caribe.
- Há risco de novas réplicas na região de Caracas, devido ao acúmulo de tensão nas falhas locais.
Os dois terremotos que atingiram a Venezuela no início da noite de quarta-feira, 24, foram descritos por especialistas como incomuns, por ocorrerem em um intervalo de tempo muito curto dada a sua magnitude. O abalo mais intenso foi registrado no final da tarde local, seguido por outro tremor de maior intensidade poucos minutos depois.
O cientista ouvido pelo Science Media Center, Mark Allen, professor de Ciências da Terra na Universidade de Durham, indicou que é provável que o primeiro terremoto tenha rompido um segmento de falha e transferido tensão para outra falha, que então rompeu-se, gerando o segundo tremor. A área onde os abalos teriam ocorrido fica nos limites entre a placa sul-americana e a placa do Caribe.
Explicação técnica
Allen aponta que os tremores parecem ter ocorrido na fronteira entre as placas, com deslocamento lateral entre elas semelhante ao registrado na região da Califórnia. Há expectativa de novas réplicas na região de Caracas, capital venezuelana, que se situa em área com histórico de abalos sísmicos.
Segundo o especialista, falhas locais podem ter acumulado tensão como resultado dos eventos de quarta-feira, elevando o risco de novos tremores na área. Por ora, não há confirmação de danos ou desabrigados em diferentes regiões, e as autoridades devem monitorar a evolução da sequência sísmica.
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