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Após os 40, a cintura muda por um motivo pouco conhecido

Estudo com mais de vinte mil adultos associa circunferência da cintura à resistência à insulina, independentemente do IMC, elevando o risco metabólico

Hormônios e insulina influenciam a cintura abdominal. (Foto: Getty Images via Canva)
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  • Após os 40 anos, a gordura abdominal, especialmente a visceral, tende a aumentar por alterações hormonais, perda de massa muscular (sarcopenia) e maior resistência à insulina.
  • A redução da massa muscular reduz o gasto energético em repouso, facilitando o armazenamento de gordura na região da cintura, com influência de menor atividade física e maior estresse.
  • A gordura visceral é metabolicamente ativa, produzindo substâncias inflamatórias que podem interferir no funcionamento do organismo.
  • Um estudo publicado no Journal of Clinical Medicine, em novembro de 2025, com mais de vinte mil adultos, mostrou relação forte entre circunferência da cintura e resistência à insulina, independentemente do IMC.
  • Para reduzir a gordura abdominal, recomenda-se: exercícios regulares (aeróbico e musculação), alimentação rica em fibras, vegetais e proteínas de qualidade, redução de ultraprocessados e açúcares, sono adequado e manejo do estresse.

A partir dos 40 anos, a cintura tende a ganhar volume, mesmo com alimentação estável. A gordura abdominal, sobretudo a visceral ao redor dos órgãos, aumenta devido a mudanças hormonais, redução da massa muscular e maior resistência à insulina. Esse conjunto eleva o risco de doenças metabólicas.

A mudança acontece gradualmente conforme a idade avança. Diminuição de hormônios como estrogênio, testosterona, hormônio do crescimento e DHEA reduz o gasto energético em repouso. Isso facilita o acúmulo de gordura e a perda de massa muscular, associadas ao estresse e à menor atividade física.

A gordura visceral não é apenas reserva de energia. Ela produz substâncias inflamatórias que afetam o funcionamento do corpo, contribuindo para um ciclo de resistência à insulina. O aumento da circunferência abdominal passa a ser um indicador importante de saúde metabólica.

Metabolismo após os 40

Com o tempo, a insulina perde eficácia, levando o pâncreas a produzir mais hormônio. O resultado é maior acúmulo de gordura abdominal e um ritmo metabólico mais baixo. O fenômeno intensifica o risco de alterações metabólicas mesmo sem ganho de peso expressivo.

Entre as consequências estão maior probabilidade de diabetes tipo 2, hipertensão, alterações de colesterol e triglicerídeos, além de piora da saúde cardiovascular. A inflamação crônica de baixo grau também pode se instaurar nesse quadro.

Evidência científica sobre a circunferência da cintura

Pesquisa publicada no Journal of Clinical Medicine, em 9 de novembro de 2025, com liderança de Sung Ha Lim, acompanhou mais de 20 mil adultos. O estudo mostrou forte associação entre circunferência da cintura e resistência à insulina, independentemente do IMC.

Os autores destacam que observar apenas o peso não basta para avaliar o risco cardiometabólico. A distribuição da gordura corporal é determinante para a saúde.

Caminhos para reduzir o ganho de cintura

Há hábitos que ajudam a diminuir a gordura visceral e a melhorar a sensibilidade à insulina. Praticar exercícios regulares, combinando aeróbico e musculação, é fundamental. Incluir fibras, vegetais e proteínas de qualidade na alimentação também ajuda.

Reduzir ultraprocessados e açúcares é recomendável, assim como dormir bem para manter o equilíbrio hormonal. Controlar o estresse é essencial, pois ele influencia os níveis de cortisol.

Pequenas reduções de gordura abdominal podem trazer benefícios significativos para o metabolismo e a saúde do coração, segundo as evidências citadas.

Importância para a saúde ao envelhecer

O aumento da cintura representa mudanças profundas no funcionamento do organismo, envolvendo hormônios, inflamação, massa muscular e resistência à insulina. Acompanhar a circunferência, manter atividade física e realizar avaliações médicas periódicas são atitudes essenciais.

Essas medidas ajudam a reduzir riscos e a preservar a qualidade de vida ao longo do envelhecimento, sem depender apenas do peso na balança.

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