- Estudo com noventa idosos na Itália mostrou que placebo aberto pode melhorar memória, estresse e desempenho físico após três semanas.
- O grupo que sabia estar tomando placebo teve redução do estresse percebido, melhora da memória de curto prazo e ganho de até 9,2% no desempenho físico.
- Em testes cognitivos, houve up to 21,5% de melhora, dependendo da avaliação, além de redução da sonolência e da fadiga.
- Os benefícios ocorreram mesmo sabendo que não havia substância ativa, indicando que expectativas e atenção podem modular funções biológicas.
- A pesquisa sugere que placebos abertos podem ser uma estratégia ética, segura e de baixo custo para envelhecimento saudável, enfatizando a relação entre cognição, emoção e fisiologia.
Um estudo conduzido na Itália mostrou que placebo aberto pode trazer ganhos reais em memória, estresse e desempenho físico de idosos. Os participantes sabiam que estavam recebendo uma substância inativa, mas ainda assim apresentaram melhorias notáveis. A pesquisa foi publicada em 2026.
O trabalho foi realizado pela Università Cattolica del Sacro Cuore, em Milão, e contou com a liderança de Diletta Barbiani, Alessandro Antonietti e Francesco Pagnini. O objetivo foi investigar se o placebo informado pode produzir benefícios mensuráveis em adultos mais velhos.
Foram recrutados 90 idosos saudáveis, distribuídos em três grupos: sem intervenção, placebo acreditando ser ativo e placebo informado. O protocolo durou três semanas, com testes cognitivos, físicos e questionários sobre estresse, bem-estar, fadiga e otimismo.
Resultados principais
Ao final, houve redução do estresse percebido, especialmente no grupo que sabia do placebo. A memória de curto prazo apresentou melhoria frente ao grupo sem intervenção, e o desempenho físico aumentou até 9,2%.
Os resultados também indicaram melhorias em testes cognitivos, com ganhos de até 21,5% dependendo da avaliação, além de redução de sonolência e fadiga. Os efeitos ficaram alinhados a intervenções como exercícios leves ou treinamentos cognitivos.
Por que o placebo funciona
Os autores destacam que o benefício não depende apenas da crença no tratamento. Participar de um protocolo estruturado ativa mecanismos psicológicos como expectativa positiva, atenção ao corpo e mudanças comportamentais inconscientes, influenciando sistemas neurológicos, hormonais e imunológicos.
Implicações para o envelhecimento saudável
Os pesquisadores apontam que placebo aberto pode ser uma estratégia complementar no cuidado de idosos, por ser ética, segura e de baixo custo. Os resultados sugerem uma relação entre cognição, emoção e fisiologia na modulação de funções corporais sem substâncias farmacológicas.
A pesquisa reforça a ideia de que a mente participa ativamente da saúde física. Quando pensamentos e emoções são estimulados de forma positiva, o organismo pode apresentar mudanças reais em energia, foco e capacidade cognitiva.
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