- Em 1856, trabalhadores italianos encontraram ossos na pedreira de calcário perto de Düsseldorf, achando que eram de urso.
- O material foi encaminhado ao professor Johann C. Fuhlrott e, com Hermann Schaaffhausen, ganhou divulgação pela Universidade de Bonn.
- O geólogo William King concluiu, anos depois, que os ossos pertenciam a uma nova espécie predecessora do Homo sapiens, batizada de Homo neanderthalensis.
- A pergunta que persiste é por que os neandertais desapareceram, mesmo sendo robustos e adaptados a várias situações.
- O pesquisador Ludovic Slimak, de Toulouse, apresenta uma ideia alternativa sobre a relação entre sapiens e neandertais e o que teria levado a uma extinção.
Em 1856, uma descoberta que mudaria a paleontologia aconteceu em uma pedreira de calcário perto de Düsseldorf, na Alemanha. Dois trabalhadores italianos encontraram uma bacia de ossos, acreditando serem restos de urso. Levaram o material a um professor local, colecionador de ossos.
O material chegou à Universidade de Bonn, onde Johann C. Fuhlrott e Hermann Schaaffhausen reconheceram a importância do achado. Inicialmente, a comunidade científica não levou o relato a sério, até que o geólogo William King concluiu tratar-se de uma nova espécie humana, posterior aos Homo sapiens, definindo o que seria o Homo neanderthalensis.
Ao longo de quase dois séculos, pesquisadores debatem por que os neandertais desapareceram. Diversas hipóteses foram apresentadas, desde conflitos até um declínio gradual. Entre as leituras recentes, o pesquisador Ludovic Slimak, do Centro de Antropobiologia e Genômica de Toulouse, sustenta uma visão diferente sobre o tema.
Slimak é reconhecido como um dos maiores especialistas em neandertais. Segundo ele, a relação entre sapiens e neandertais pode ter ocorrido em diferentes cenários de convivência, influenciando a sobrevivência de cada grupo. A hipótese, ainda em estudo, busca explicar padrões de interação entre as espécies.
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