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Ansiedade pode reduzir imunidade, dizem estudos

Ansiedade crônica pode reduzir a defesa do corpo ao manter cortisol elevado, aumentando risco de gripes e recuperação mais lenta

Estresse crônico pode enfraquecer sua imunidade. (Foto: Getty Images via Canva)
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  • O estresse crônico ativa o eixo hipotálamo-pituitária-adrenal, liberando cortisol e, assim, enfraquecendo a imunidade e aumentando a vulnerabilidade a infecções respiratórias.
  • O cortisol em níveis elevados por longos períodos reduz a atividade de células de defesa, diminui a resposta inicial a vírus e desregula a comunicação entre células imunes.
  • Uma revisão sistemática de 2026 associou ansiedade crônica à ativação prolongada do eixo HPA e à elevação persistente do cortisol, reduzindo a eficiência do sistema imune.
  • O impacto do estresse varia por geneticidade, qualidade do sono, alimentação e intensidade da exposição ao estresse; sinais comuns incluem gripes, resfriados e recuperação mais lenta.
  • Para interromper o ciclo, recomenda-se sono de qualidade, atividade física regular, técnicas de redução do estresse, alimentação equilibrada e pausas mentais ao longo do dia.

O estresse crônico pode comprometer a imunidade, apontam pesquisadoras. A relação entre ansiedade e queda na defesa do organismo envolve o eixo HPA, que controla a liberação de cortisol. O efeito pode reduzir a resposta a infecções comuns.

Um estudo recente revisa a conexão entre ansiedade e funcionamento do sistema imune, destacando que a ativação prolongada do eixo HPA eleva o cortisol. Esse estado pode diminuir a eficiência da defesa contra vírus respiratórios.

A pesquisa, publicada em 2026 no Journal of Interdisciplinary Lifestyle Studies, liderada por Karina Kirsten, reforça que a ansiedade crônica está associada a alterações na resposta imune. O cortisol continua elevado quando o estresse persiste.

A redução da atividade de células de defesa, menor resposta inflamatória inicial e desregulação na comunicação entre células imunes são citadas entre os impactos do cortisol crônico. Consequência: maior vulnerabilidade a gripes.

As situações de estresse variam de pessoa para pessoa, de acordo com fatores como genes, sono, alimentação e intensidade da exposição. Em geral, há mais gripes, recuperação mais lenta e fadiga, sinalizando pressão imunológica.

Apesar da complexidade, não é uma condição irreversível. Medidas simples podem reduzir a ativação do eixo HPA: sono de qualidade, atividade física regular, técnicas de manejo do estresse, alimentação balanceada e pausas mentais.

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