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Fraturas por trampolim: criança pode se ferir sem subir no pula-pula

Fraturas por trampolim atingem crianças até seis anos mesmo sem queda; risco aumenta com peso desigual, sinalizam com dor e recusa em andar

Fratura por trampolim: seu filho pode quebrar a perna sem nem subir no pula pula
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  • Fratura por trampolim é uma quebra na região proximal da tíbia que pode ocorrer durante o salto, sem queda evidente.
  • A força gerada pela lona transmite pressão à perna da criança menor; menores de seis anos têm maior risco por ainda estarem com ossos em desenvolvimento.
  • Sinais de alerta incluem recusa em ficar em pé, mancar, dor perto do joelho e sensibilidade na canela, com pouco ou nenhum inchaço no início.
  • Em um caso divulgado, uma criança de três anos em Nova York passou de alegria a dor repentina durante o salto; a radiografia inicial não mostrou lesão, mas exames posteriores confirmaram a fratura.
  • Para reduzir riscos: evitar o uso por crianças abaixo de seis anos, permitir apenas uma criança pulando por vez, supervisão constante e interromper a brincadeira diante de dor ou dificuldade para caminhar.

A fratura por trampolim é um tipo de lesão pouco comum que pode ocorrer mesmo sem queda aparente. Um menino de 3 anos, morador de Nova York, desenvolveu dor aguda ao pular, sem atingir nada. O episódio envolve a parte superior da tíbia, logo abaixo do joelho, e não exige batida forte ou queda para acontecer.

A lesão acontece pela força transmitida pela lona ao receber o peso durante o salto. Quando o adulto ou uma criança mais pesada aterrissa, a lona se comprime e retorna com força. Se há outra criança pulando ao mesmo tempo, essa força pode ser repassada para a perna em formação.

Crianças com menos de 6 anos apresentam maior vulnerabilidade. Ossos ainda em desenvolvimento são mais flexíveis, o que facilita fraturas próximas ao joelho. Pesquisas em ortopedia pediátrica indicam que, nesses casos, as fraturas da tíbia proximal são mais comuns que entorses em faixas etárias mais velhas.

O diagnóstico nem sempre é imediato. No caso citado, a radiografia inicial do tornozelo não mostrou lesão; apenas horas depois, com o aumento da dor e inchaço, exames adicionais revelaram a fratura. O segredo está em observar sinais como recusa de ficar em pé, mancar e dor na região da canela.

Sinais que os pais devem ficar atentos

  • recusa em andar após brincar no trampolim;
  • mancar ou não apoiar uma perna;
  • dor próxima ao joelho;
  • sensibilidade na canela;
  • inchaço leve ou sem hematomas visíveis.

Além disso, pular acompanhado aumenta o risco. Diferenças de peso entre irmãos podem transferir mais força para a criança menor, ainda sem queda visível.

Para reduzir os riscos, especialistas sugerem evitar trampolins para crianças menores de 6 anos, permitir apenas uma criança pulando de cada vez, supervisionar a atividade e interromper a brincadeira ao surgir dor ou quando a criança não consegue caminhar.

Relatos de médicos indicam que muitos profissionais veem lesões associadas a trampolins em crianças pequenas com frequência. Pais costumam receber informações sobre os riscos apenas após incidentes.

A brincadeira pode continuar, desde que haja prevenção adequada. Reconhecer os sinais precocemente ajuda a evitar diagnósticos tardios e tratamentos mais complexos.

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