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Meta pede ao Google mais capacidade para IA; dona do Gemini rejeita

Google limita acesso da Meta ao Gemini, evidenciando gargalos de infraestrutura na IA e atrasos em projetos internos da empresa

Ícone do aplicativo Gemini em um smartphone, em foto de 27 de outubro de 2025
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  • O Google informou à Meta que não poderia fornecer toda a capacidade do Gemini solicitada, limitando o acesso ao modelo.
  • A restrição atrasou alguns projetos de IA da Meta e levou a uma política de maior eficiência no uso de tokens de IA.
  • Outros clientes do Google também foram afetados, mas a Meta foi a mais impactada pela demanda.
  • O Google assinou contrato de US$ 920 milhões mensais para alugar capacidade computacional da SpaceX, ampliando sua infraestrutura.
  • A Meta investe em infraestrutura própria com Muse Spark, enquanto o Gemini é utilizado internamente para algumas aplicações.

O Google limitou o uso dos modelos Gemini pela Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, após a Meta pedir mais capacidade computacional. A decisão, tomada por volta de março, interrompeu e atrasou projetos internos de IA da empresa de Mark Zuckerberg. As restrições continuam em vigor.

Segundo pessoas próximas, o Google não conseguiu atender à demanda alta da Meta, que já utiliza o Gemini em várias frentes internas, como segurança, atendimento ao cliente e automação de publicidade. Outros clientes do Google também foram impactados, em menor escala.

A medida evidencia gargalos de infraestrutura enfrentados pelos maiores provedores de IA, mesmo com investimentos bilionários em chips, data centers e energia. O Google tem buscado ampliar capacidade, incluindo serviços de nuvem e contratos de terceiros para suprir a demanda.

Entretanto, a Meta não possui negócio de nuvem e avança na construção de sua própria frota de data centers. A empresa pretende investir cerca de US$ 600 bilhões nos EUA até 2028 para atender às necessidades de treinamento e inferência de IA.

O Gemini é usado pela Meta para automação de processos de segurança, detecção de golpes e suporte de publicidade, além de fluxos de trabalho internos e programação. A empresa também trabalha com o Claude da Anthropic para comparar desempenho.

Paralelamente, a Meta tem enfatizado seu novo modelo Muse Spark, visto como mais competitivo que o Gemini em determinadas aplicações, o que reduziria a dependência de modelos externos. O tema ressalta a competição por capacidade computacional na indústria.

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