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Riso humano e de macacos tem origem comum há 15 milhões de anos, aponta estudo

Risos de humanos e grandes primatas seguem padrão rítmico comum há cerca de quinze milhões de anos; humanos desenvolveram controle vocal mais amplo, possível elo com a fala

Dois chimpanzés jovens brincam na floresta, um deitado de costas com a boca aberta e dentes à mostra, e outro sobre ele, com a boca também aberta, em um momento de diversão e interação. O fundo é composto por folhagem verde e solo com folhas secas
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  • Um estudo compara risos de humanos e grandes primatas e encontra o mesmo padrão rítmico básico em todas as espécies analisadas.
  • Os risos humanos são mais rápidos e plásticos, o que permite controlar quando e como rir, diferente dos outros primatas.
  • a hipótese é de que a risada tenha vindo de um ancestral comum, há pelo menos quinze milhões de anos, ramificando-se depois em diversas espécies.
  • forçaram a análise de quatro orangotangos, dois gorilas, três bonobos, quatro chimpanzés e quatro crianças humanas, totalizando cento e quarenta risadas registradas, principalmente em contexto de cosquinha.
  • o estudo sugere que o riso oferece pistas sobre a evolução da fala humana, mas reconhece limitações pela amostra pequena e pela ausência de fósseis que capturem vocalizações primitivas.

Dois grupos de pesquisadores do Reino Unido comparam gravações de risos humanos e de grandes primatas para entender a origem evolutiva do riso. O estudo aponta que o padrão rítmico básico do riso é compartilhado por humanos, chimpanzés, bonobos, gorilas e orangotangos, sugerindo uma herança comum de pelo menos 15 milhões de anos.

A análise envolve 17 indivíduos, entre humanos e grandes primatas, com 140 instâncias de risadas registradas principalmente em contextos de brincadeira ou cosquinhas. Os dados reforçam a ideia de que o riso é uma vocalização quase universal entre as espécies, embora a frequência varie.

Padrão rítmico comum

Os autores descrevem o riso de todas as espécies como uma sequência de vocalizações separadas por intervals rítmicos bem definidos e igualmente espaçados. Esse padrão é considerado isócrono, variando conforme a espécie, com humanos apresentando maior variação.

Diferentes graus de controle vocal

Entre os primatas, o riso costuma ser mais rígido, mantendo velocidade semelhante. Em humanos, o riso evoluiu para ser mais rápido e mais flexível, permitindo variar conforme o contexto social. A vocalização humana pode ser ajustada ao humor, à ocasião e ao objetivo comunicativo.

Implicações para a linguagem

Os pesquisadores apontam que o maior controle vocal humano, ao longo de 15 milhões de anos de evolução, contribuiu para o desenvolvimento da fala. A função do riso como evidência de transformações vocais anteriores ajuda a entender como surgiu a linguagem humana.

Limitações e próximos passos

A amostra do estudo é pequena, com 17 animais no total. Pesquisas futuras com mais indivíduos podem esclarecer até que ponto o riso conservou traços evolutivos entre as espécies. A equipe frisa que a fala não deixa fósseis, tornando o riso uma pista valiosa para entender esse processo.

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