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Planeta tem ano mais curto que o dia, dizem pesquisadores

Em exoplanetas ultracurtos, a órbita completa-se em menos de um dia, fazendo o ano terminar antes do nascer do sol, com temperaturas extremas e travamento por maré

Neste planeta, um ano termina antes mesmo que um único dia chegue ao fim. (Imagem: Fala Ciência via Gemini)
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  • Em alguns exoplanetas, o período orbital é menor que um dia terrestre, como no caso do gigante gasoso WASP-18b.
  • Esses “planetas de período ultracurto” orbitam a estrela em menos de vinte e quatro horas e enfrentam temperaturas extremas, radiação intensa, forte gravidade e alta probabilidade de travamento por maré.
  • Nesses mundos, o ano pode terminar antes que o dia acabe, pois a órbita é muito rápida enquanto a rotação é mais lenta.
  • A proximidade à estrela faz a gravidade acelerar a órbita, e a força gravitacional também pode desacelerar a rotação ao longo do tempo, levando ao travamento por maré.
  • A maioria desses planetas é identificado pelo método do trânsito, que analisa quedas de brilho para estimar período orbital, tamanho e outras características.

Na nossa galáxia existem exoplanetas em which o tempo de órbita é menor que o tempo de rotação. Em alguns desses mundos, a distância da estrela é tão pequena que a força gravitacional empurra a órbita para velocidades aceleradas, completando uma volta em poucas horas. Enquanto isso, a rotação do planeta pode ocorrer de forma mais lenta, fazendo o dia durar mais do que o ano.

O resultado é que, nesses sistemas, o ano termina antes que o dia acabe. A combinação de gravidade, distância orbital e movimento cria cenários extremos, distintos do que observamos no Sistema Solar, sem violar as leis da física.

Um exemplo notável é o planeta WASP-18b, um gigante gasoso próximo de sua estrela. Outros exoplanetas com períodos ultracurtos também foram catalogados, todos completando órbitas em menos de 24 horas e enfrentando temperaturas elevadas, radiação intensa e fortes forças gravitacionais. A maré pode travar o planeta, deixando um hemisfério sempre iluminado.

A gravidade é o motor desse comportamento: quanto mais próximo, maior a velocidade orbital necessária para manter a estabilidade. Em muitos casos, a rotação é desacelerada pela atração gravitacional, levando ao travamento por maré, com efeito de dia fixo e noite permanente. Os cientistas identificam esses mundos principalmente pelo método do trânsito.

Ao observar o brilho da estrela, quedas periódicas indicam a passagem do planeta diante dela. A partir dessas oscilações, pesquisadores estimam o período orbital, o tamanho do planeta e outras características. O método do trânsito transformou o estudo de exoplanetas, revelando mundos com naturezas surpreendentes e distintos do nosso sistema.

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