- Casos de SRAG causados pelo vírus sincicial respiratório (VSR) em bebês de até seis meses caíram 16,6% até a 20ª semana epidemiológica, totalizando 14.677 casos até 23 de maio, o menor patamar desde 2023.
- A queda aconteceu após o SUS começar a oferecer a vacina para gestantes em dezembro do ano passado, proporcionando proteção passiva aos bebês.
- A vacina é aplicada a partir da 28ª semana de gestação, em dose única por gestação, sem limite de idade da mulher grávida.
- Em maio, o Ministério da Saúde informou ter alcançado 1 milhão de gestantes vacinadas contra o VSR.
- Entre crianças mais velhas, fora do alcance da proteção materna, houve aumento de casos até 23 de maio; o SUS utiliza o nirsevimabe para recém-nascidos prematuros e crianças de até 23 meses com comorbidades.
Após a vacinação de gestantes contra o VSR no SUS, casos de SRAG em bebês até seis meses caíram. Dados da Fiocruz indicam queda de 16,6% na comparação com 2025, com 14.677 casos até a 20ª semana epidemiológica (23 de maio). Ainda assim, o vírus permanece como principal agente de bronquiolite.
O VSR responde por cerca de 75% dos casos de bronquiolite em crianças com menos de dois anos e por 40% das pneumonia nessa faixa etária. A vacinação de gestantes ocorre a partir da 28ª semana de gestação, com uma dose por gravidez.
A imunização oferece proteção passiva ao bebê, porque anticorpos são transferidos pela placenta e, depois, pelo leite materno. Assim, o recém-nascido ganha proteção nos primeiros meses, período de maior risco.
Como funciona a vacina para gestantes
A vacina para gestantes transmite anticorpos ao bebê, reduzindo o risco de formas graves da doença nos primeiros meses de vida. Em maio, o Ministério da Saúde informou ter atingido 1 milhão de gestantes vacinadas contra o VSR.
Casos em crianças mais velhas
Entre crianças de 6 a 12 meses, os casos subiram para 11.161 até 23 de maio, ante 9.967 em 2025. Entre 1 a 2 anos, foram 11.466 (alta de 13,5%), e entre 2 a 4 anos, 10.121 (alta de 17,7%).
Não há vacina de VSR para crianças mais velhas. O SUS utiliza o nirsevimabe para recéms-nascidos prematuros e para crianças até 23 meses com comorbidades, como cardiopatias, fibrose cística e deficiência imunológica. O anticorpo monoclonal atua imediatamente, complementando as medidas de prevenção.
Entre na conversa da comunidade