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Empresas japonesas investem em motor de combustão a hidrogênio

Empresas japonesas apostam em motor a hidrogênio para geração de energia e mobilidade, visando reduzir custos e ampliar o uso do combustível

Motor a combustão a hidrogênio pode alcançar desempenho semelhante ao a gasolina — Foto: Reprodução
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  • A Kawasaki Heavy Industries desenvolve o O’Cuvoid, uma unidade de geração de energia movida a hidrogênio que rende cerca de 35 quilowatts por unidade, com uso previsto em mobilidade e atividades ao ar livre.
  • A empresa pretende transformar esse negócio em centenas de bilhões de ienes em dez anos, com aplicações em veículos de quatro rodas, vagões de trem e no robô quadrúpede Corleo, com lançamento em 2035.
  • O governo japonês quer aumentar o fornecimento de hidrogênio para 20 milhões de toneladas métricas até 2050, visando reduzir custos com produção em massa.
  • O mercado de motores de combustão a hidrogênio deve superar 20 bilhões de dólares até 2036, segundo a Future Market Insights, ficando maior que o mercado de células de combustível naquele ano.
  • Desafios incluem custo do hidrogênio, rede de postos de abastecimento e diferença de eficiência: motores a hidrogênio em torno de 40% vs. células de combustível cerca de 60%, além de maior demanda por pureza.

Os motores de combustão movidos a hidrogênio ganham espaço como alternativa de menor custo às células de combustível. Empresas japonesas apresentam projetos que visam ampliar o uso do combustível em mobilidade e aplicações outdoor.

A Kawasaki Heavy Industries desenvolve o O’Cuvoid, uma pequena unidade que usa um motor a hidrogênio para gerar eletricidade. A potência prevista é de cerca de 35 quilowatts por unidade, com uso previsto em veículos de quatro rodas e vagões de trem.

A empresa espera transformar o negócio de pequenas unidades em um mercado significativo nos próximos 10 anos, com foco na integração de múltiplas unidades em plataformas de mobilidade. O motor usa tecnologia de supercompressor semelhante à de motos esportivas.

Avanços técnicos

O dispositivo traz tecnologia herdada do grupo, incluindo componentes de compressão e combustão otimizados para hidrogênio. A Kawasaki aposta em reduzir custos ao recorrer a materiais comuns de ferro e alumínio, em vez de metais preciosos.

O objetivo é explorar aplicações com potencial de escala, como transportar passageiros por campos e montanhas por meio do Robô Corleo, um quadrúpede com previsão de lançamento em 2035. O projeto visa explorar o hidrogênio como energia de baixo impacto ambiental.

Desafios e cenário no Japão

O governo japonês pretende elevar o fornecimento de hidrogênio para 20 milhões de toneladas métricas até 2050, cerca de dez vezes o nível atual. A ideia é criar demanda com dispositivos movidos a hidrogênio, reduzindo custos via produção em massa.

As células de combustível, que geram energia pela reação com oxigênio, aparecem como tecnologia paralela. O sedã Mirai, da Toyota, abriu caminho em 2014, mas o momento atual vê maior foco em motores de hidrogênio como complemento.

O mercado global de motores a hidrogênio deve superar US$ 20 bilhões até 2036, segundo a Future Market Insights. Em contrapartida, as células de combustível são mais eficientes, com estimativas de até 60% de conversão.

Desafios de infraestrutura dificultam a expansão. O número de postos de hidrogênio caiu no Japão, de 179 em 2022 para cerca de 150. Além disso, o custo do hidrogênio varía conforme a pureza, com o hidrogênio verde ainda mais caro.

A China, a Índia e outras regiões estudam cenários semelhantes, com Mitsubishi Fuso Truck and Bus desenvolvendo motores para caminhões pesados e a Tata Motors na Índia mirando o hidrogênio para transporte rodoviário. Internacionalmente, a competição com baterias elétricas persiste.

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