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Geólogo diz que ondas de calor na Europa são o novo normal

Geólogo aponta que ondas de calor na Europa são o "novo normal", com aquecimento duas vezes acima da média global e ilhas de calor urbanas

Painel digital de temperatura instalado em área externa, exibindo "40°” em dígitos grandes e verde‑amarelados
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  • Desde 21 de junho, a Europa enfrenta onda de calor intensa, com mais de 1.300 mortes registradas até o momento, segundo a Organização Mundial da Saúde.
  • O geólogo Marcos Moraes afirma que esse comportamento é o “novo normal”, com ondas de calor ficando mais frequentes e fortes.
  • Moraes explica que a Europa está aquecendo duas vezes mais rápido que a média global, em razão da circulação oceânica.
  • Ele ressalta que cidades europeias não estão preparadas, pois a urbanização vira ilhas de calor; no Brasil, o impacto pode ser ainda maior pela menor cobertura vegetal.
  • Com a chegada do El Niño, há expectativa de ondas de calor mais intensas já na primavera, segundo o especialista.

O verão europeu começou em 21 de junho e já registra ondas de calor intensas. A Organização Mundial da Saúde aponta que as altas temperaturas provocaram mais de 1.300 mortes no continente. O impacto preocupa especialistas e autoridades.

Geólogos destacam que o aquecimento é agravado pela circulação oceânica e pela urbanização. Marcos Moraes, pesquisador ouvido pela Record News, diz que o ar quente do Saara atinge a Europa com mais frequência. O que antes era excepcional passa a ocorrer com maior regularidade.

Ele lembra que as cidades europeias não se prepararam para esse calor extremo. A urbanização cria ilhas de calor, com asfalto e concreto elevando temperaturas locais. Em áreas com vegetação menor, a diferença típica de temperatura pode chegar a 5°C a 10°C em relação a bosques.

Segundo Moraes, o crescimento de áreas verdes urbanas é uma das medidas para enfrentar o calor. A especialista aponta que o Brasil também vive situação crítica, com efeitos amplificados pela urbanização. A redução de ilhas de calor seria uma estratégia central.

O geólogo ainda alerta para efeitos globais das mudanças climáticas. Com a chegada do El Niño ao Brasil, há expectativa de aumento de ondas de calor já na primavera. Ele afirma que o fenômeno tende a ser forte e intensificar eventos extremos.

Contexto climático atual

Especialistas destacam que ondas de calor podem se tornar mais frequentes e intensas. A combinação de aquecimento global e padrões climáticos favorece episódios prolongados de altas temperaturas.

Perspectivas com El Niño

Com a possível intensificação do El Niño, espera-se aumento da incidência de ondas de calor na primavera e no verão. A comunidade científica acompanha sinais de agravamento em várias regiões.

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