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IA não é inteligente: qual é o próximo passo da IA

AMI Labs investe em IA mais flexível para entender o mundo real, buscando superar limites de modelos de linguagem na robótica

Yann LeCun, founder of AMI Labs, is developing a new AI system
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  • Yann LeCun, fundador da Advanced Machine Intelligence Labs (AMI Labs), está desenvolvendo um novo tipo de IA e deixou a Meta em 2025.
  • A AMI Labs já levantou mais de um bilhão de dólares em rodada de seed funding, com investidores como Nvidia e o fundo de gestão de fortunas de Jeff Bezos.
  • A meta é criar sistemas que vão além de modelos de linguagem grandes (como ChatGPT) para lidar com dados do mundo real e tarefas complexas, como tarefas domésticas com robôs.
  • LeCun afirma que modelos atuais baseados em LLMs são preguiçosos para robótica, pois não entendem a realidade física e falham ao prever cenários do mundo real.
  • Pesquisadores, como o professor Ingmar Posner de Oxford, seguem a linha de “World Models” e defendem modelos que expliquem causas e efeitos, organizando conhecimento de forma mais eficiente para uso prático.

Ariadne tecnológica divide a crítica sobre o estágio atual da inteligência artificial. Yann LeCun, um dos principais nomes da área, afirma que os sistemas atuais, como ChatGPT, Claude e Gemini, não entendem o mundo físico como um rato. Ele saiu do Meta em 2025 para fundar a AMI Labs, em Paris, com o objetivo de ir além dessas plataformas.

A AMI Labs trabalha em uma nova abordagem de IA que não se baseia no mesmo modelo utilizado por LLMs. Investidores já respaldaram o projeto com mais de 1 bilhão de dólares, incluindo Nvidia e o fundo de Jeff Bezos. O objetivo é criar uma IA que lide com dados do mundo real e situações não previsíveis, diferente do que as tecnologias atuais conseguem.

LeCun sustenta que modelos de linguagem são bons em tarefas bem definidas, como codificação e resolução de problemas matemáticos, mas carecem de compreensão subjacente. Em vez de prever apenas com base em padrões, a nova linha busca abstrações do mundo para avaliar consequências de ações. O grupo da AMI vê potencial de aplicações industriais já no próximo ano.

Novos caminhos na IA

Pesquisadores de Oxford, liderados pelo professor Ingmar Posner, exploram o que chamam de World Models e, mais recentemente, um “mechanistic world model”. A ideia é estruturar o conhecimento de forma que a IA possa explicar causas e efeitos, memorizando apenas o essencial para decisões relevantes. O trabalho ocorre em paralelo a iniciativas da DeepMind com o Genie e da Wayve em Gaia.

Na prática, a busca por IA mais flexível se alinha ao objetivo de tornar robôs capazes de tarefas domésticas com segurança, o que demanda modelos que possam raciocinar sobre o mundo real. Posner aponta que, desde 2017, a previsão de quando surgiria uma IA semelhante ao ChatGPT evoluiu de décadas para um prazo mais curto, ainda incerto.

Outras frentes de pesquisa incluem World Labs, de Fei-Fei Li, em San Francisco, e projetos que exploram simulações mentais para orientar decisões, como as pesquisas ligadas ao Dreamer e a abordagens usadas pela Google DeepMind. LeCun destaca que, se houver sucesso, a tecnologia pode ser aplicada inicialmente em ambientes industriais antes de alcançar usos mais amplos.

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