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Descoberta revela naufrágio do século XVII com ouro e joias

Naufrágio do Phoenix, em mil seiscentos e oitenta, revela ouro, joias e artefatos preservados, fortalecendo o legado marítimo das Ilhas Scilly

O curador do Museu das Ilhas Scilly, Xavier Duffy, examinando tesouros recuperados com o mergulhador Todd Stevens
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  • O navio Phoenix, da Companhia das Índias Orientais, afundou em onze de janeiro de mil seiscentos oitenta perto das Ilhas Scilly, voltando da China com carga valiosa.
  • Artefatos preservados por quase três séculos — moedas de ouro, joias, instrumentos de navegação, fragmentos de espadas e objetos pessoais — foram doados ao Museu das Ilhas Scilly.
  • O mergulhador Todd Stevens localizou o navio em dois mil e dezessete após pesquisa histórica, guiado por uma pista em mapa antigo que mencionava “Cap Wildy perdido”.
  • A confirmação de que os destroços pertenciam ao Phoenix veio do lastro kentledge (fragmentos de canhões de ferro), uma assinatura da embarcação.
  • As peças integrarão a nova Galeria Marítima do museu em Hugh Town, preservando a memória do naufrágio e da vida a bordo.

Uma carga de moedas de ouro, joias, instrumentos de navegação e objetos pessoais de um navio que afundou em 1680 foi doada ao Museu das Ilhas Scilly, no sudoeste da Inglaterra. A embarcação era a Phoenix, da Companhia das Índias Orientais, que naufragou durante uma tempestade ao retornar da China. As peças foram encontradas por Todd Stevens, mergulhador responsável por localizar o navio em 2017 após extensa pesquisa histórica e exploração subaquática. O estado de conservação surpreendeu especialistas.

A descoberta ganhou folego com uma pista encontrada em um mapa antigo nos arquivos do Museu Marítimo Nacional, em Greenwich. O registro descreve um trecho próximo à ilha de Samson, com a anotação Cap Wildy perdido, referência ao capitão William Wildy. A localização levou a várias expedições de mergulho até confirmar os destroços da Phoenix.

A confirmação veio pela identificação de um tipo específico de lastro, composto por fragmentos de canhões de ferro, conhecidos como kentledge, que funciona como assinatura da embarcação. Construída em 1670, a Phoenix era um navio de guerra adaptado ao transporte comercial, equipado com 46 canhões e operado pela Companhia das Índias Orientais. A carga original incluía pimenta, especiarias, sedas e tecidos, com parte recuperada logo após o acidente.

Contexto histórico da nauvem

Phoenix afundou em 11 de janeiro de 1680 perto das Ilhas Scilly, uma região marcada por rochas submersas e canais estreitos. A dificuldade de navegação na área contribuiu para inúmeros despistes ao longo dos séculos. A perda do navio estimulou a construção do primeiro farol das Ilhas Scilly, em St. Agnes, para melhorar a segurança marítima.

Conservação e memória

As peças serão incorporadas à nova Galeria Marítima do Museu das Ilhas Scilly, instalada na prefeitura restaurada de Hugh Town, em St. Mary’s. O acervo oferece visão sobre a vida a bordo de um navio mercante do século 17, desde instrumentos de navegação até itens do dia a dia da tripulação. O curador do museu afirma que a doação facilita a preservação do material para o público.

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