- NOAA confirmou o retorno do El Niño e elevou o monitoramento para nível de alerta, prevendo fortalecimento no segundo semestre com pico entre primavera e verão.
- No Brasil, nota técnica conjunta de INPE, INMET, Funceme e Censipam aponta queda de chuvas no Norte e Nordeste, com ondas de calor e menor nível dos rios, e aumento de precipitação no Sul.
- A Aegea adianta obras críticas de captação e produção de água e mantém planos de contingência dimensionados por território para enfrentar o evento.
- Em Manaus, três bombas anfíbias já foram instaladas para ampliar em mais de 120 milhões de litros por dia a produção, suficiente para abastecer cerca de 240 mil caixas d’água de 500 litros.
- No Piauí, o Sistema Serra Vermelha foi concluído em cerca de quarenta e cinco dias, assegurando mais de 387 mil litros de água potável por hora para treze municípios da região.
A NOAA confirmou o retorno do El Niño e elevou o alerta para enfrentar o evento. O fenômeno tende a ganhar força no segundo semestre, com pico entre primavera e verão, segundo previsão internacional. No Brasil, INPE, INMET, Funceme e Censipam apontam chuvas menores no Norte e Nordeste e aumento na Região Sul.
A Aegea já se prepara para cenários de seca e excesso de chuva. Em Manaus, bombas anfíbias foram incorporadas ao sistema de água antes de o Rio Negro atingir níveis críticos, elevando a produção em mais de 120 milhões de litros diários. A medida amplia o abastecimento para cerca de 240 mil caixas d’água de 500 litros.
No semiárido, a Serra da Capivara, no Piauí, ganhou o Sistema Serra Vermelha, concluído em abril. Poços profundos, Estações de Tratamento de Água compactas e mais de três quilômetros de adutora integram a região, assegurando 387 mil litros de água por hora para 13 municípios.
Aegea revela lições de enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul. Quase todos os municípios atendidos decretaram emergência e a empresa mobilizou mais de 1.000 colaboradores com apoio de forças federais e estaduais. 65 estruturas severamente danificadas foram recuperadas em até 12 dias, com isenções temporárias de tarifas para afetados.
Além disso, o plano de resiliência climática prevê realocação de estações, reforço de muros de contenção, novas adutoras e manobras entre sistemas. A meta é manter o abastecimento mesmo diante de eventos climáticos extremos, com contingências dimensionadas por território.
O vice-presidente da Aegea, Renato Medicis, ressalta que os desafios variam entre regiões, mas a preparação deve avançar em todos os estados. A companhia reforça que não existe infraestrutura capaz de eliminar completamente o risco, adotando três camadas de atuação: planos de contingência, obras críticas concluídas e resposta rápida para continuidade do serviço.
O monitoramento é contínuo: a Aegea acompanha boletins oficiais nacionais e ajusta planos a cada atualização. Em um El Niño de sinais opostos, a preparação é tratada como processo permanente, não estado definitivo.
Sobre a Aegea: opera ativos de saneamento em 15 estados, atendendo mais de 39 milhões de pessoas. Em 2023 expandiu para disposição de resíduos sólidos urbanos, consolidando soluções integradas para os desafios ambientais do Brasil.
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