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Vida selvagem de montanhas tropicais em risco por mudança climática, aponta estudo

Estudo aponta que animais de montanhas tropicais podem perder até 16% do habitat até 2050 sob altas emissões, com risco maior para espécies endêmicas

Costa Rica’s Arenal Volcano at the foothills of the Cordillera de Tilaran mountain range. Image by Bobby Bascomb/Mongabay.
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  • Estudo aponta que a vida silvestre de montanhas tropicais enfrenta alto risco com as mudanças climáticas, dificultando deslocamentos para novas áreas.
  • Sob cenário de altas emissões, o alcance de habitat das espécies poderia encolher 16% a mais do que em cenário de emissões mais baixas.
  • Dos 395 animais analisados (361 aves e 34 mamíferos), muitos são endêmicos, com 112 aves e 15 mamíferos exclusivos de suas regiões.
  • Além do aquecimento, mudanças no uso da terra e a disponibilidade de habitat restringem o movimento das espécies; o efeito é mais intenso na América Central, América do Sul e Oceania.
  • A dispersal também varia: mais aves devem conseguir migrar para novos territórios até 2050 do que mamíferos, e a pesquisa destaca a necessidade de proteger habitats de montanha e identificar refúgios climáticos seguros.

A pesquisa mostra que a fauna de montanhas tropicais corre risco elevado com as mudanças climáticas. O estudo aponta que espécies frias em altitudes moderadas enfrentam dificuldades para se deslocar a novas áreas.

Coautora, Chiara Dragonetti, destacou que o risco aumenta quando clima, uso do solo e pressões humanas se combinam. O trabalho sublinha a vulnerabilidade de espécies endêmicas desses ecossistemas.

O estudo analisou dados globais de distribuição de 395 espécies de montanha, entre 361 aves e 34 mamíferos. Os pesquisadores usaram modelos para projetar where poderiam ocorrer em 2050.

Resultados indicam que, sob cenário de altas emissões, o alcance da fauna pode reduzir 16% a mais do que em cenários de emissões mais baixas. Um impacto significativo.

Entre as espécies, 112 aves (de 361) e 15 mamíferos (de 34) são endêmicas da região estudada. Muitas dessas espécies ocupam apenas uma única montanha ou cordilheira.

Alterações no uso do solo aparecem como fator relevante para determinar para onde as espécies podem migrar. A combinação com mudanças climáticas amplia o risco de extinção local.

Modelos que incluíram dados de uso do solo indicam maior vulnerabilidade para a fauna da América Central, América do Sul e Oceanía, em comparação a regiões da Europa ou América do Norte.

A pesquisa também observou que, até 2050, mais aves devem conseguir se deslocar do que mamíferos. Ainda assim, a amostra de mamíferos é pequena, o que exige cautela nas conclusões.

Os autores ressaltam a necessidade de proteger os habitats montanhosos agora e afirmam que os resultados podem ajudar a identificar refúgios climáticos onde as espécies tendem a permanecer mais seguras.

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