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Animal dorme com metade do cérebro funcionando

Alguns animais dormem com um hemisfério ativo; o sono uni-hemisférico preserva vigilância e funções vitais como respiração e orientação

Alguns animais conseguem dormir sem desligar totalmente o cérebro e isso é fascinante. (Imagem: Fala Ciência via Gemini)
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  • Alguns animais dormem com um hemisfério do cérebro ativo, enquanto o outro descansa (sono uni-hemisférico de ondas lentas).
  • Exemplos incluem golfinhos, certas focas e algumas aves; às vezes um olho fica aberto para vigiar o entorno.
  • Essa organização permite manter vigilância, respirar e controlar o corpo mesmo durante o descanso.
  • A estratégia é uma adaptação evolutiva para reduzir riscos de predadores e manter funções vitais.
  • Evidência recente aparece em revisão de 2026 na revista Brain and Behavior, de Tom Deboer, sobre sono local e o conceito de sono em dois hemisférios.

Alguns animais dormem com metade do cérebro ativo, mantendo vigilância. Golfinhos, certas focas e algumas aves podem descansar assim, sem apagar completamente o cérebro. O sono ocorre de forma Uni-hemisférica de ondas lentas.

Nesse padrão, um hemisfério tranquiliza-se enquanto o outro permanece atento. Em aves, às vezes um olho fica aberto; nos cetáceos, a respiração e a navegação continuam sob controle. A adaptação reduz o risco de predadores e facilita a sobrevivência.

Esse revezamento não é aleatório: há uma divisão funcional entre hemisférios. Um lado entra em sono profundo, o outro sustenta funções vitais. Em cetáceos, respiração e orientação na água são mantidas.

Em cetáceos e mamíferos aquáticos, o sono parcial ajuda a respirar sem interromper o controle corporal. Em aves expostas, o monitoramento de predadores é possível mesmo durante o descanso. A vigilância permanece ativa em parte do cérebro.

A evolução favorece esse tipo de sono por conter os riscos do repouso completo. O descanso parcial preserva reações rápidas e a respiração, essenciais para ambientes desafiadores. A flexibilidade biológica é uma vantagem adaptativa.

Estudos recentes destacam o sono uni-hemisférico como exemplo de flexibilidade cerebral. Uma revisão de 2026 na Brain and Behavior, de Tom Deboer, analisa locais de sono e vigilância em espécies diversas, incluindo golfinhos.

O debate científico aponta que o sono não é apenas desligar o cérebro. Em determinadas situações, a organização em turnos entre hemisférios mostra que o descanso pode manter funções críticas. A natureza surpreende pela criatividade.

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