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IA muda a saúde: médicos mais empáticos e pacientes melhor informados

IA amplia o papel do paciente e desafia médicos a manter a empatia, após estudo mostrar preferência por IA em avaliações clínicas

Ferramentas tecnológicas estão transformando a prática médica, mas a interação humana continua insubstituível para um cuidado empático e acolhedor
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  • Estudo publicado na revista JAMA Internal Medicine, em 2023, mostrou que respostas da IA foram preferidas por pacientes em 79% das avaliações e avaliadas como quase 10 vezes mais empáticas do que as de médicos em respostas a perguntas no Reddit, com ressalvas sobre o contexto e limitações.
  • A formação médica passou a usar ferramentas de IA: pacientes virtuais criados e atualizados por IA ajudam a treinar empatia, e manequins de simulação hiper-realistas aprimoram a prática clínica.
  • Tecnologias também liberam tempo dos profissionais ao transcrever voz para prontuários eletrônicos, permitindo foco maior no cuidado aos pacientes.
  • A IA está ajudando pacientes a chegar às consultas mais informados, o que facilita a participação nas decisões médicas e o modelo de decisão compartilhada.
  • Uso da IA na saúde, segundo Afya e a healthtech Conexa, envolve 79% dos pacientes que utilizam IA no dia a dia e 49% em contexto de saúde, com principais aplicações em esclarecer diagnósticos, interpretar exames e buscar informações sobre medicamentos.

O uso de inteligência artificial na saúde avança rapidamente, transformando a prática clínica sem substituir o valor da relação humana. Ferramentas digitais ajudam na comunicação, no diagnóstico e na gestão de informações dos pacientes, mantendo a empatia como eixo do cuidado.

Medicina moderna já incorpora simulação com atores e pacientes virtuais alimentados por IA para treinar médicos e estudantes. Além disso, a transcrição de voz para prontuários eletrônicos facilita o tempo dedicado ao atendimento, priorizando o cuidado ao paciente.

Pesquisas recentes mostram impactos mistos e promissores. Em 2023, estudo da JAMA Internal Medicine comparou respostas de ChatGPT a perguntas de pacientes no Reddit e constatou preferência pela IA em 79% das avaliações, com percepção de maior empatia.

IA na prática clínica e na relação com o paciente

Os resultados sugerem que, em situações rápidas, uma resposta acolhedora de IA pode ser útil, especialmente para reduzir ansiedade inicial. Contudo, há cautela quanto ao uso prolongado da IA como terapeuta, sobretudo em saúde mental, onde o vínculo humano é crucial.

Dados de pesquisa da Afya com a healthtech Conexa indicam que 79% dos pacientes já utilizam IA no cotidiano e 49% a aplicam no contexto de saúde. Dúvidas sobre diagnósticos, interpretação de exames e informações sobre medicamentos são os usos mais frequentes.

Essa escalada de informação muda a dinâmica da consulta. Pacientes chegam mais esclarecidos e participativos nas decisões, exigindo postura adaptável dos médicos para manter o equilíbrio entre tecnologia e empatia.

Limites, riscos e caminhos da inovação

A incorporação da IA requer cuidado com informação sem contexto clínico ou suporte emocional, que pode causar danos. Ferramentas devem atuar como apoio aos médicos e aos pacientes, sem substituir a relação humana de cuidado.

A adoção de IA também impõe a necessidade de docentes qualificados e formação em comunicação para profissionais. A ideia é ampliar a adesão ao tratamento e a recuperação clínica mantendo o acolhimento como prioridade.

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