- Sintomas como palpitações, tontura, sensação de desmaio ou falta de ar nem sempre são de estresse e podem sinalizar arritmia cardíaca.
- Arritmias são alterações no ritmo do coração — pode bater rápido, devagar ou irregularmente, com sintomas variando de leve a intenso.
- O diagnóstico é desafiador, pois os sinais nem sempre aparecem na consulta; exames como eletrocardiograma e monitoramento prolongado ajudam a identificar o problema.
- Ansiedade e arritmia podem coexistir; episódios podem ocorrer sem gatilho claro e há importância de avaliar histórico familiar de morte súbita ou doenças cardíacas.
- O diagnóstico correto evita sustos e possibilita tratamento seguro; nem toda palpitação indica doença, mas sintomas recorrentes merecem avaliação médica.
Ao ganhar velocidade da vida cotidiana, sinais como palpitações, tonturas e falta de ar costumam ser atribuídos ao estresse ou à idade. Em alguns casos, porém, indicam que o coração não está batendo como deveria.
A arritmia pode acelerar, atrasar ou tornar irregular o ritmo cardíaco. Os sintomas variam: pode haver apenas uma palpitação esporádica ou surgir tontura, desmaio, cansaço ou desconforto no peito.
Nem toda ansiedade explica tudo. Crises de ansiedade elevam a adrenalina, mas algumas arritmias aparecem sem gatilho claro, mesmo em momentos de calma. Histórico familiar de doença cardíaca também é relevante.
O que é arritmia
As arritmias são alterações no ritmo dos batimentos. O problema pode dificultar o monitoramento adequado do coração, exigindo exames específicos para confirmar o diagnóstico.
Aparelhos como eletrocardiograma, Holter de 24 horas e monitorização prolongada ajudam a identificar padrões. Em muitos casos, o tratamento é possível e seguro quando a condição é reconhecida.
Diagnóstico e cuidado
Caso os episódios se repitam, é essencial buscar avaliação médica. A diferença entre ansiedade e arritmia está no diagnóstico correto, que orienta o tratamento adequado.
Nem toda palpitação é sinal de doença, nem toda tontura indica problema cardíaco. Ouvir o corpo com atenção pode evitar sustos e facilitar a intervenção precoce.
Texto assinado pela cardiologista Ana Paula Andrade Garcia (CRM-SP 151.840), membro Brazil Health.
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