- Cerca de 17 milhões de brasileiras passam pelo climatério, fase de transição que antecede a menopausa e envolve queda hormonal, com sintomas que afetam a qualidade de vida.
- A terapia de reposição hormonal (TRH) é eficaz, especialmente quando iniciada na “janela de oportunidade” — durante a transição menopausal ou até dez anos após a menopausa, ou antes dos 60 anos.
- O risco de câncer de mama associado à TRH é considerado muito baixo, estimado em 0,08%, similar a fatores como consumo de álcool, obesidade ou sedentarismo. A indicação é individualizada e deve levar em conta idade e histórico de saúde.
- A TRH pode ser adminstrada por comprimidos, adesivos, gel ou spray; vias não orais costumam ser indicadas para mulheres com fatores de risco cardíaco. Anvisa aprovou o fezolinetant (Veoza), medicamento não hormonal que atua nos mecanismos cerebrais dos fogachos.
- No SUS, o tratamento disponível para o climatério é o estriol em creme vaginal, sem abrangência para sintomas sistêmicos; há carência de hormônios sistêmicos na rede pública, enquanto fitoterápicos carecem de evidência robusta.
A terapia de reposição hormonal (TRH) é apresentada como opção eficaz para reduzir sintomas do climatério, período de transição que antecede a menopausa. Técnicas de indicação adequadas são ressaltadas por especialistas, especialmente para mulheres elegíveis.
Cerca de 17 milhões de brasileiras convivem com o climatério, cuja redução na produção de estrogênio e progesterona pode gerar ondas de calor, alterações de humor e outros incômodos. O tratamento depende de avaliação clínica cuidadosa.
A ginecologista Maria Celeste Osório destaca a importância da indicação correta e de iniciar a terapia na chamada janela de oportunidade, durante a transição ou até 10 anos após a menopausa, ou antes dos 60 anos.
Indicações e segurança da TRH
Osório afirma que o risco de câncer de mama associado à TRH é baixo, estimado em 0,08%. O manejo é individualizado, considerando idade, intensidade dos sintomas e histórico de saúde da paciente. Técnicas de administração variam entre comprimidos, adesivos, gel ou spray.
Vias não orais costumam ser preferidas para mulheres com fatores de risco cardiovascular. A Anvisa aprovou recentemente o fezolinetant (Veoza), medicamento não hormonal que age nos mecanismos cerebrais dos fogachos, oferecendo alternativas para quem não pode usar hormônios.
No SUS, o tratamento para o climatério é limitado ao estriol em creme vaginal, com foco local. Sintomas sistêmicos, como fogachos, não são cobertos pela rede pública. Fitoterápicos carecem de evidências robustas para recomendação clínica.
Maria Celeste Osório reforça que o climatério é natural e que a qualidade de vida depende de fatores como atividade física, alimentação, saúde mental e vínculos sociais. A TRH continua a ser um pilar, quando indicada com base em avaliação clínica.
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