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Sedentarismo prolongado atrasa benefícios de exercícios, dizem especialistas

Sedentarismo prolongado eleva riscos à saúde mesmo para quem treina; pausas regulares e caminhadas ajudam a mitigar impactos metabólicos e circulatórios

Pessoas no trabalho (Foto: Pexels)
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  • Passar longos períodos sentado eleva riscos à saúde, mesmo para quem pratica exercícios, devido a alterações metabólicas e circulatórias.
  • O risco aumenta com seis a oito horas ou mais na posição, principalmente sem interrupções, podendo causar dores na coluna, rigidez, inchaço nas pernas e piora da postura.
  • A explicação envolve menor atividade de grandes músculos das pernas, queda da lipoproteína lipase e menor entrada de glicose nas células, elevando o açúcar no sangue e reduzindo o gasto energético; a circulação também fica menos eficiente.
  • Exercícios ajudam, mas não substituem as interrupções ao longo do dia; treino e pausas frequentes são complementares para a saúde.
  • Recomenda-se interromper o sedentarismo com pausas de cinco minutos a cada trinta minutos, caminhar ou subir escadas, e alternar posições com mesas que permitem ficar em pé.

O sedentarismo prolongado representa risco à saúde mesmo para quem pratica exercícios. Passar longos períodos sentado altera o metabolismo e a circulação, exigindo ações adicionais para manter o bem-estar.

Especialistas ressaltam que a ativação muscular fica reduzida com a imobilidade, o que atrasa o metabolismo e prejudica o controle de glicose e lipídios. Esses efeitos aparecem mesmo entre pessoas ativas.

O perigo aumenta quando a pessoa permanece sentada por seis a oito horas diárias ou mais, especialmente sem pausas. Dores na coluna, rigidez e inchaço nas pernas também podem aparecer.

A explicação envolve músculos das pernas, como coxas e glúteos, que ajudam a queimar gordura e gerenciar glicose. A lipoproteína lipase diminui com a inatividade, reduzindo o consumo de energia.

Circulação fica comprometida pela falta de contração muscular, que atua como bomba para o retorno venoso. O risco cardiovascular tende a subir com o tempo, conforme especialistas.

Além disso, a coluna sofre com posições estáticas. Glúteos e músculos profundos do abdômen perdem ativação, o que pode contribuir para desequilíbrios posturais.

A prática de exercícios é benéfica, mas não substitui as medidas contra o sedentarismo. Treino e interrupções ao longo do dia atuam de forma complementar.

Medidas práticas

Interromper períodos sentados sempre que possível é recomendado. Um estudo aponta que caminhar cinco minutos a cada 30 minutos reduz picos de glicose e pressão arterial.

Pausas de um, dois minutos com movimentos simples também ajudam a ativar a musculatura. Alternar entre ficar sentado e em pé facilita a troca de posição.

Kinesiologistas apontam que a frequência das mudanças é mais importante do que a intensidade. Mesas ajustáveis podem ajudar, mas o ideal é variar de posição.

Sinais como inchaço, pernas pesadas, rigidez e queda de energia indicam necessidade de ajuste na rotina. Grupos com obesidade, diabetes, hipertensão, gestação e problemas circulatórios merecem atenção extra.

Angélica Gimenes Bernardinelli reforça que o cuidado não termina ao encerrar o expediente. O corpo foi feito para alternar posições, com movimentos frequentes ao longo do dia.

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