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As luzes dos vaga-lumes estão sumindo? O que dizem especialistas

Especialistas apontam declínio global de vaga-lumes nos EUA, impulsionado por perda de habitat, uso de pesticidas, mudanças climáticas e poluição luminosa, com espécies ameaçadas

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  • As fireflies são insetos da família Lampyridae, com mais de cento setenta e cinco espécies nos Estados Unidos, e pelo menos dezoito listadas como ameaçadas pela International Union for Conservation of Nature (IUCN).
  • Existe consenso científico de queda global nas populações de fireflies, associada à perda de habitat, poluição luminosa, uso de pesticidas e mudanças climáticas.
  • O declínio é observado há décadas, com relatos de menos fireflies em jardins, campos e áreas naturais em várias regiões do país.
  • O brilho das fireflies funciona por órgãos especiais que produzem luz a partir de oxigênio, luciferina e luciferase, usados para comunicação entre machos e fêmeas durante o acasalamento.
  • Para ajudar, é recomendado reduzir iluminação desnecessária, evitar inseticidas, manter o ambiente úmido e com abrigo, deixando folhas e resíduos naturais para oferecer habitat.

Foram observados sinais de declínio nas populações de vaga-lumes nos Estados Unidos, segundo pesquisas e especialistas. A tendência preocupa organizações dedicadas à conservação de invertebrados, que apontam fatores como perda de habitat, poluição luminosa, uso de pesticidas e mudanças climáticas como responsáveis pelo fenômeno.

A Xerces Society, organização internacional de proteção de invertebrados, destaca que, em estudo de 2021, cerca de 18 espécies (aproximadamente 14%) da América do Norte estavam sob risco, incluindo categorias de maior gravidade. O trecho refere-se a uma visão global de redução das populações.

Segundo estudo citado, a população de vaga-lumes tem caído ao longo de décadas, com variações regionais. O declínio é atribuído a combinação de habitat degradado, iluminação artificial, pesticidas e alterações climáticas, que afetam as condições para acasalamento e desenvolvimento.

Causas do declínio

A carta de especialistas aponta que a escassez de ambientes úmidos e vegetação adequada, aliada à poluição luminosa, dificulta a detecção dos sinais luminosos usados para comunicação entre machos e fêmeas. O uso de inseticidas agrava o quadro em áreas agrícolas e urbanas.

Dados de observação, compilados por voluntários, bancos de dados de GBIF e acervos da Xerces, mostram distribuição irregular das espécies e maior vulnerabilidade de algumas, especialmente aquelas com padrões de vida dependentes de habitats específicos.

O que é visto na prática

A bioluminescência dos vaga-lumes resulta da combinação de luciferina, luciferase e oxigênio, gerando luz com pouca produção de calor. Cada espécie apresenta padrão de piscar distinto, usado para comunicação reprodutiva entre indivíduos.

Especialistas ressaltam que a ameaça não envolve apenas a espécie em si, mas o ecossistema como um todo, já que vaga-lumes ocupam papel importante na teia alimentar e na polinização de plantas associadas a ambientes úmidos.

Perspectivas e ações

Ainda há espaço para recuperação, segundo representantes da Xerces. Entidades apontam que o conhecimento sobre causas e soluções já existe, bastando ações de proteção e restauração de habitats, aliadas a práticas agrícolas mais sustentáveis.

Entre as recomendações para o público estão reduzir iluminação noturna desnecessária, evitar pesticidas quando possível e preservar áreas com cobertura vegetal, restos de folhas e madeira úmida, que favorecem o ciclo de vida dos vaga-lumes.

Como o público pode apoiar

Manter áreas de jardim com sombras, plantas e áreas úmidas ajuda na sobrevivência de estágios larvais dos vaga-lumes. Crianças e famílias podem se engajar em monitoramentos locais, contribuindo com dados para bases públicas de observação.

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