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Brasil mira mercado espacial com lançamento de foguete previsto ainda neste ano

Brasil mira fatia do mercado espacial global; cerca de vinte contratos em negociação para uso de Alcântara, com lançamento previsto ainda neste ano

Centro de Lançamento de Alcântara em 2020 (Foto: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação)
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  • Brasil busca participação no mercado espacial, com cerca de vinte contratos em negociação para uso do Centro Espacial de Alcântara, no Maranhão, com a expectativa de ao menos um lançamento ainda neste ano.
  • A sul-coreana Innospace obteve autorização da Agência Espacial Brasileira para realizar um lançamento em vinte e dois de junho; a empresa desenvolve veículos lançadores de pequenos satélites.
  • A Empresa de Projetos Aeroespaciais (Alada), criada em dois mil e vinte e quatro, pretende atrair clientes e intermediar autorizações, convertendo contratos em investimentos na infraestrutura local.
  • O setor global de satélites, foguetes e bases de apoio movimentou US$ doiscentos e vinte bilhões em mil, vinte e cinco, com previsão de chegar a US$ trêscentos e quinze bilhões até dois mil e trinta e quatro; Alcântara pode atender a cerca de noventa por cento dos lançamentos.
  • Vantagens de Alcântara incluem posição próxima à linha do Equador, que reduz consumo de combustível, e menor tráfego aéreo, com expectativa de iniciar com cadência de um lançamento por mês.

O Brasil visa ampliar sua participação no mercado global de satélites, foguetes e bases de apoio, estimulado pela demanda de grandes players como SpaceX e Blue Origin. No momento, estão em negociação cerca de 20 contratos entre o governo federal e multinacionais para utilizar o Centro Espacial de Alcântara, no Maranhão. A expectativa é realizar ao menos um lançamento ainda neste ano para atrair novos clientes.

A Agência Espacial Brasileira autorizou a sul-coreana Innospace a realizar um lançamento no dia 22 de junho. A empresa fabrica veículos lançadores de pequenos satélites para telecomunicações, meteorologia e defesa. A SpaceX também busca centros espaciais ao redor do mundo, incluindo o Brasil, segundo especialistas.

Alcântara e o papel da Alada

A Empresa de Projetos Aeroespaciais (Alada) foi crianda em 2024 para prospectar clientes e intermediar autorizações locais. O faturamento dos contratos pode investir na infraestrutura regional e ampliar a atividade da base, que estava subutilizada.

“Estamos interagindo com empresas interessadas em lançar do Brasil. São cerca de 20 players de várias regiões do mundo, com diferentes estágios de negociação”, afirma Paulo Ricardo da Silva Mendes, diretor de projetos da Alada.

Contexto de mercado internacional

O setor global movimentou US$ 220 bilhões em 2025 e pode chegar a US$ 315 bilhões até 2034, aponta a Global Market Statistics. A base de satélites ativos pode subir de 11,7 mil em 2025 para 60 mil em 2040, conforme avaliação da Força Espacial dos EUA.

Alcântara tem potencial para atender até 90% dos lançamentos, segundo o coronel Adalberto de Rezende Rocha Júnior, diretor do centro. A instalação comporta foguetes de pequeno a médio porte com capacidade de 20 a 50 toneladas em órbita, faixa compatível com projetos como o Falcon, da SpaceX, porém abaixo do Falcon Heavy.

Vantagens logísticas e operacionais

A localização próxima à Linha do Equador reduz consumo de combustível, favorecendo lançamentos de geoestacionários. O tráfego aéreo na região é baixo, com poucos moradores e histórico de desastres climáticos, o que facilita operações. A concorrência principal, em Guiana Francesa, já opera com grande parte da demanda.

Ainda conforme autoridades, o Brasil pretende estabelecer cadência de um lançamento por mês no curto a médio prazo, com a Alada articulando a entrada de clientes estrangeiros e a organização logística local.

Panorama para o futuro próximo

O Innospace deve realizar o segundo lançamento no Maranhão em breve, após o primeiro em dezembro de 2025 ter ocorrido, mas terminado em acidente devido a falha de um componente do veículo. As autoridades destacam que o incidente foi ligado ao projeto, não à infraestrutura de Alcântara.

O objetivo é transformar Alcântara em um hub global de lançamentos, conectando produtores de tecnologia com clientes externos e fortalecendo a atuação brasileira no mercado aeroespacial.

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