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Avistamentos no sul da África indicam recuperação de baleias-azuis e baleias-fin

Avistamentos de baleias azul e baleias-fin na região de Benguela aumentam, sugerindo recuperação após décadas de caça, com monitoramento necessário

A fin whale captured off the coast of Lüderitz, Namibia, in 2014, with the desert and Shark Island lighthouse in the background. Image courtesy of Sara Golaski for the Namibian Dolphin Project.
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  • Sinais de aumento de avistamentos de baleias-azuis (Balaenoptera musculus intermedia) e de baleias-jubarte gigante (Balaenoptera physalus quoyi) off southern Africa indicam possível recuperação, segundo estudo recentemente publicado.
  • Entre 1964 e março de 2025, foram 17 avistamentos de baleias-azuis e 76 avistamentos de baleias-jubarte no ecossistema de Benguela; houve ainda seis encalhes de jubarte e um de azul.
  • As baleias-azuis são observadas principalmente de outubro a dezembro (fim da primavera/ verão) e em março a abril (outono); as jubartes são avistadas o ano inteiro.
  • Segundo a pesquisadora Bridget James, 95% dos avistamentos ocorreram desde 2012, sugerindo tendência de recuperação nas duas subespécies.
  • Estimativas atuais indicam que baleias-azuis antárticas correspondem a cerca de 3% dos níveis pré-caça, enquanto as jubartes já superaram 30% do histórico; especialistas destacam que alcançar 50% indicaria uma recuperação eficaz, mas a espécie enfrenta desafios como tráfego marítimo e barulho oceânico.

O que aconteceu: um estudo recente aponta sinais de recuperação de baleias azul e jubarte no litoral atlântico do sul da África. Observações indicam aumento de avistamentos na região de Benguela, entre Angola, Namíbia e África do Sul. A equipe busca entender se as espécies retornaram após quase desaparecerem durante a caça comercial no século XX.

Quem está envolvido: a pesquisa foi liderada por Bridget James, da Universidade de Cape Town, África do Sul. A equipe registrou avistamentos entre 1964 e março de 2025, com apoio de colaboradores locais e dados de campo. A pesquisadora destaca a Benguela como corredor migratório crucial.

Quando e onde: os dados cobrem o período de 1964 a março de 2025, na região da Benguela, no sudeste do Atlântico. A região recebe correntes que trazem nutrientes, favorecendo a presença de krill, base da dieta de ambas as espécies.

Por quê: o objetivo é avaliar se as subespécies mostram sinais de recuperação após a caça excessiva entre 1913 e 1978. As baleias são poucas fecundadas, o que torna o processo de recuperação lento, exigindo monitoramento contínuo.

Contexto de recuperação: o estudo registra 17 avistamentos de baleias azul e uma avaria em encalhes, além de 76 avistamentos de baleias jubarte e seis encalhes no período. Baleias azul aparecem mais entre outubro e dezembro e março a abril; jubartes, ao longo de todo o ano.

Resultados e interpretações: as baleias azul representam cerca de 3% das populações pré-caça, enquanto as jubartes já atingiram mais de 30% do nível histórico. A pesquisadora aponta metas de recuperação de 50% para ambas, considerando o histórico de reprodução lento.

Desafios e perspectivas: com o aumento da população, surgem obstáculos, como colisões com embarcações e ruídos oceânicos, que podem impactar a sobrevivência. Um caso de morte de baleia azul próximo a Namíbia é citado como possível choque com navio.

Visão de especialistas: uma pesquisadora externa, não envolvida no estudo, comenta que tendências semelhantes são observadas globalmente após o fim da caça. O aumento de avistamentos pode refletir migração maior ou recuperação real, exigindo monitoramento prolongado.

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