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Governo dá nova rodada de cortes em tarifas de importação após pedidos de empresas

Governo anuncia nova rodada de cortes no Imposto de Importação, com tarifas zero por até quatro meses, para itens sem produção nacional comprovada (alíquota anterior inferior a 7,2%).

Imagem de drone do Porto de Santos (SP) — Foto: Reuters
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  • O governo vai realizar nova rodada de cortes temporários de Imposto de Importação, em até quatro meses, mediante solicitação de empresas que comprovem a ausência de produção nacional dos itens.
  • A redução a zero será aplicada imediatamente para itens cuja alíquota era inferior a sete vírgula dois por cento e, com a nova regra, passou a ter esse teto de sete vírgula dois por cento.
  • O processo é automático para a empresa que pedir o benefício e apresentar evidência de ausência de produção local; o governo avaliaria cada pedido para decidir se manterá o corte.
  • O secretário de Desenvolvimento Industrial, Uallace Moreira, destacou que importações de bens de capital e tecnologia no Brasil cresceram mais de vinte bilhões de dólares nos últimos três anos, afetando as transações e a produção nacional.
  • O governo avalia juridicamente a retomada da política de atrair data centers ao país por meio do Redata, e a volta ao vigor dependerá de possível projeto de lei complementar apresentado ao Legislativo e aprovado pela maioria.

O governo vai realizar uma nova rodada de cortes no Imposto de Importação, temporariamente zerando tarifas para itens em falta de produção nacional. A medida foi anunciada pelo secretário de Desenvolvimento Industrial do MDIC, Uallace Moreira, em conversa com a Reuters.

A redução a zero valerá de imediato por até quatro meses, mediante solicitação de empresas que comprovem a ausência de produção nacional. Cada pedido passará por avaliação para decidir se o corte será mantido após o período inicial.

Conforme Moreira, o benefício se aplica aos itens que antes tinham alíquota inferior a 7,2% e passaram para 7,2% com a nova regra. O objetivo é estimular competitividade local e reduzir distorções geradas pela dependência de importações.

O secretário destacou ainda que as importações de bens de capital e tecnologia cresceram mais de US$ 20 bilhões nos últimos três anos, o que agravou a deterioração das transações correntes e impactou a produção interna.

A discussão sobre itens com tecnologia incorporada ocorre em meio a dúvidas sobre a implementação do Redata, política para atrair data centers ao país. O governo avalia juridicamente como reativar a medida por meio de projeto de lei complementar.

Segundo Moreira, o envio de um projeto ao Legislativo dependerá da aprovação pela maioria absoluta de deputados e senadores, seguido da sanção presidencial. A pasta mantém o objetivo de restabelecer ambiente propício à produção nacional.

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