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Levantamento aponta 100 empresas brasileiras do agronegócio

Setor agro representa 21,1% do PIB, impulsionado por tecnologia e exportações, mas precisa ampliar acesso a inovações entre pequenos produtores

Hoje o agronegócio responde por 21,1% do PIB brasileiro
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  • O agronegócio brasileiro responde por 21,1% do PIB, impulsionado por tecnologia, inovação e aumento da produção por hectare.
  • Entre 1975 e 2015, cerca de cinquenta e nove por cento do crescimento do valor bruto da produção teve base na tecnologia, com avanços como duas safras por ano e manejo sustentável.
  • O Senar mira ampliar o acesso à tecnologia para médios e pequenos produtores por meio de assistência técnica e gerencial; hoje são 3 mil técnicos em campo atendendo 120 mil produtores, com meta de chegar a 300 mil produtores.
  • O valor bruto da produção do setor deve ficar em torno de R$ 609,7 bilhões em 2019, com leve queda de 0,2% em relação a 2018, estável por conta do porcino, leite e outros segmentos.
  • No front externo, o Brasil lidera na produção de soja e carne, tem participação importante no açúcar/etanol e passa a apostar em biocombustíveis para reduzir emissões, com RenovaBio e aumento das exportações.

O agronegócio brasileiro representa 21,1% do PIB, segundo dados divulgados pela CNA. O setor, que engloba produção de grãos, carne, leite, fibras e florestas, é visto como motor econômico e social do país.

A pauta destaca a importância da tecnologia. Entre 1975 e 2015, 59% do crescimento do VBP ocorreu pela inovação, enquanto áreas de terra e mão de obra contribuíram com 25% e 16%. O foco é ampliar o acesso a soluções modernas para produtores de diferentes portes.

Desempenho recente e projeções

O VBP do agronegócio deve fechar 2019 em torno de R$ 609,7 bilhões, com leve queda de 0,2% ante 2018. A estabilidade vem do setor pecuário, que pode crescer até 7% neste ano.

A soja permanece como destaque, com produção prevista para elevar o VBP do grão, estimulado pela demanda externa e pela busca por segurança alimentar. O setor aponta gargalos em logística e crédito, que limitam o crescimento.

Avanços tecnológicos e a assistência técnica

A CNA enfatiza a necessidade de democratizar tecnologia no médio e pequeno produtor. O Senar mantém programa de assistência técnica com 3 mil técnicos, atendendo 120 mil produtores e mirando 300 mil nos próximos anos.

A missão é conectar tecnologia a práticas sustentáveis, como lavouras de alta produtividade por meio de manejo moderno e gestão eficiente. A assistência técnica é vista como ferramenta-chave para aumentar o rendimento sem ampliar áreas.

Pecuária, frangos e suínos em alta

A produção de carne bovina atingiu VBP de cerca de R$ 105 bilhões em 2019, com incremento de 3,6% frente a 2018. Já a avicultura e a suinocultura registraram elevações de 14,2% e 22,9% na produção, puxadas pela demanda interna e externa.

Especialistas ressaltam que a adoção de tecnologia na pecuária vem em ritmo mais lento do que na agricultura, exigindo políticas de crédito mais adequadas e maior integração regional.

Cana-de-açúcar, biocombustíveis e impactos ambientais

O setor sucroenergético teve VBP de R$ 45 bilhões, impulsionado pela atuação com etanol e geração de energia. Em emissões, os biocombustíveis reduzem o CO2, segundo a Unica, com efeito positivo para metas climáticas.

A RenovaBio é destacada como parte da descarbonização da matriz de transportes, com 96 unidades buscando certificação de produção eficiente de biocombustíveis. O mercado externo permanece relevante para a demanda brasileira.

Florestas plantadas e exportações

O setor de florestas plantadas representa 6,9% do PIB industrial e mira ampliar participação nas exportações. O país planeja 12 milhões de hectares de floresta até 2030, para reduzir emissões, mas já há 10 milhões hectares plantados.

A CNA aponta riscos de excedentes sem mercado interno suficiente, o que pode impactar produtores caso as exportações não acompanhem o ritmo de plantio.

Conclusões sobre o cenário atual

Frisando a diversidade do setor, as lideranças ressaltam que o Brasil tem tecnologia disponível, mas a difusão entre produtores é o principal desafio. A aposta é por assistência técnica mais abrangente para ampliar produtividade e sustentabilidade.

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