Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Governo pede ao STF suspensão de trechos da PEC dos precatórios

Governo pede ao STF suspensão de trechos da PEC dos Precatórios; decisão poderia abrir crédito de até R$ 95 bilhões em 2024 e afetar o limite fiscal

Ações que questionam pontos da PEC dos Precatórios como inconstitucionais transitam no STF
0:00
Carregando...
0:00
  • A Advocacia-Geral da União pediu ao STF que considere inconstitucionais as Emendas Constitucionais 113 e 114, promulgadas no fim de 2021, ligadas à PEC dos Precatórios.
  • O parecer sustenta que as emendas criaram um regime diferente de pagamento de precatórios e podem afetar a sustentabilidade fiscal de longo prazo.
  • Uma decisão favorável permitiria à União quitar o estoque de precatórios não pagos e abriria crédito de cerca de R$ 95 bilhões em 2024, reduzindo o limite do arcabouço fiscal.
  • As ações diretas de inconstitucionalidade foram ajuizadas pelo PDT e por entidades da sociedade civil, buscando que o STF reconheça pontos da PEC como inconstitucionais.
  • O governo aponta urgência no julgamento para evitar o aprofundamento do estoque de precatórios e de uma crise de credibilidade fiscal.

A Advocacia-Geral da União (AGU) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, 25 de setembro de 2023, um parecer defendendo a inconstitucionalidade de duas emendas à Constituição aprovadas no final de 2021. As emendas 113 e 114 foram criadas no âmbito da PEC dos Precatórios, para ajustar o regime de pagamentos de dívidas judiciais.

Segundo a AGU, a manutenção do atual sistema de pagamento de precatórios pode levar a um acúmulo de dívidas que se tornariam impagáveis, gerando um desequilíbrio fiscal. O parecer sustenta que as emendas criariam um falso alívio fiscal imediato e comprometeriam a sustentabilidade das contas públicas a longo prazo.

As ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) que questionam os pontos da PEC dos Precatórios tramitam no STF. Elas foram movidas pelo PDT e por entidades da sociedade civil, buscando a anulação das emendas. A AGU destacou a urgência de julgar as ações para evitar o aprofundamento do estoque de precatórios e de eventual crise de credibilidade fiscal.

O gabinete do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já havia sinalizado que a questão seria tratada com a AGU, com o objetivo de estar preparado para qualquer decisão do STF sobre a constitucionalidade das emendas. O parecer ficou apoiado em nota técnica da Secretaria do Tesouro Nacional e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais