- Gary Wang, cofundador da FTX, foi poupado da prisão por sua cooperação inicial que ajudou a condenar Sam Bankman-Fried.
- O juiz Lewis A. Kaplan elogiou a atuação de Wang, dizendo que ele fez a coisa certa e que merece crédito pelo caso.
- Promotores destacaram a cooperação rápida de Wang, que decifrou o código da FTX e chegou a desenvolver software para detectar fraudes.
- Wang foi condenado a perder mais de US$ 11 bilhões; já quitou contas e doou lucros ao governo, abrindo mão de rendimentos apreendidos.
- Bankman-Fried começou a cumprir pena de 25 anos; outros executivos tiveram resultados mistos, com Ellison recebendo dois anos, Salame sete anos e meio e Nishad Singh três anos de liberdade supervisionada.
Gary Wang, cofundador da FTX, foi poupado da prisão graças à cooperação inicial com as investigações sobre a fraude multibilionária na exchange. A decisão ocorreu após elogios da promotoria ao seu papel na elucidação do caso.
Wang, 31 anos, ajudou a desvendar o esquema que levou à queda da FTX no fim de 2022 e à condenação de Sam Bankman-Fried. O juiz distrital Lewis A. Kaplan, de Manhattan, destacou a cooperação rápida e eficaz do ex-funcionário como fator decisivo.
Segundo o tribunal, Wang já cumpriu parte da sanção ao liquidar contas e doar lucros aos cofres públicos. Além disso, concordou em abrir mão de rendimentos relativos a ativos apreendidos, totalizando valores acima de US$ 600 milhões.
A cooperação de Wang foi elogiada pelo promotor assistente Nicolas Roos, que afirmou que o ex-executivo decifrou grande parte do código da FTX no primeiro dia, acelerando o andamento do processo. Roos descreveu o código como complexo, quase como uma língua difícil de entender.
Wang foi reconhecido por deixar o emprego no Google para ajudar a criar a Alameda Research, parceria que antecedeu a criação da FTX. O ex-coguardião do empreendimento relatou ter enfrentado pressões da operação, mantendo foco na colaboração com as autoridades.
Bankman-Fried iniciou este ano a pena de 25 anos de prisão, após ser considerado culpado de orquestrar o desvio de fundos de clientes para fins próprios. O caso envolve uso de recursos em imóveis, doações políticas e reinvestimentos de risco.
Entre os demais envolvidos, Caroline Ellison recebeu pena de dois anos, enquanto Ryan Salame cumpre sete anos e meio de prisão. Nishad Singh, também testemunha, recebeu três anos de liberdade supervisionada. Trackings de casos permanecem em andamento.
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