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Hospital psiquiátrico que inspirou Holocausto Brasileiro é desativado

Minas Gerais fecha em definitivo o Hospital Colônia de Barbacena após transferir 14 pacientes, encerrando um capítulo da psiquiatria coercitiva brasileira

Hospital Colônia de Barbacena
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  • O governo de Minas Gerais fechou em definitivo o Hospital Colônia de Barbacena (MG) no domingo, 25 de maio de 2026.
  • Quatorze pacientes remanescentes foram transferidos para uma nova unidade de saúde em Barbacena, permitindo o fechamento da estrutura remanescente.
  • O hospital, fundado em 1903, ficou conhecido por violações de direitos humanos a internos e inspirou o livro-reportagem Holocausto Brasileiro.
  • A obra de Daniela Arbex descreve internações forçadas, maus-tratos e mortes, com a estimativa de ao menos 60.000 óbitos na instituição.
  • O fechamento ocorre no marco de transição para serviços de saúde mental de base comunitária, com memória preservada pelo Museu da Loucura no complexo do antigo Colônia.

O governo de Minas Gerais anunciou o fechamento definitivo do antigo Hospital Colônia de Barbacena (MG) no domingo, 25 de maio de 2026. A decisão ocorreu após a transferência de 14 pacientes remanescentes para outra unidade de saúde em Barbacena.

O Colônia ficou conhecido como símbolo de violações de direitos humanos contra pacientes psiquiátricos no Brasil. A instituição inspirou o livro-reportagem Holocausto Brasileiro, de Daniela Arbex, que retrata internações forçadas e mortes no local.

Segundo a Agência Minas, o encerramento definitivo ocorreu com a remoção dos últimos pacientes. A administração estadual afirma que o funcionamento histórico já havia sido abandonado há anos, restando apenas casos de longa permanência.

Mudança de foco na saúde mental

O Colônia foi fundado em 1903 e ganhou notoriedade por condições degradantes. A obra de Arbex aponta milhares de mortes, com base em documentos, relatos de sobreviventes e ex-funcionários.

O prefácio do livro, escrito por Eliane Brum, utiliza o termo Holocausto para descrever a violência institucional enfrentada pelos internos, segundo a autora.

Ao longo das décadas, pacientes foram internados por motivos sociais, familiares ou políticos, e nem sempre com diagnóstico psiquiátrico. O episódio tornou-se referência na luta antimanicomial.

O fechamento definitivo ocorre no contexto da transição para serviços de saúde mental baseados na comunidade. Parte da memória do hospital permanece no Museu da Loucura, instalado no complexo do antigo Colônia.

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