A nova estrutura de bônus do Deutsche Bank busca recompensar a colaboração entre os funcionários, levantando questões sobre como medir e gerenciar o trabalho em equipe em um ambiente competitivo como Wall Street. Nesta temporada de bônus, o banco alemão introduziu uma avaliação em uma escala de cinco pontos, que considera tanto métricas quantitativas, alinhadas […]
A nova estrutura de bônus do Deutsche Bank busca recompensar a colaboração entre os funcionários, levantando questões sobre como medir e gerenciar o trabalho em equipe em um ambiente competitivo como Wall Street. Nesta temporada de bônus, o banco alemão introduziu uma avaliação em uma escala de cinco pontos, que considera tanto métricas quantitativas, alinhadas a metas específicas, quanto comportamentos qualitativos, como trabalho em equipe e coleguismo.
Outras instituições financeiras, como Lazard e Goldman Sachs, também têm enfatizado a importância da colaboração. Na Lazard, o CEO Peter Orszag instruiu os funcionários a atuarem como uma “equipe global coesa”, incorporando avaliações de colegas nas decisões de remuneração. O Goldman Sachs lançou a iniciativa One Goldman Sachs, que recompensa a colaboração entre divisões e considera métricas não financeiras para avaliar relacionamentos com clientes.
Apesar do foco crescente na colaboração, os métodos para medi-la ainda são questionáveis. O feedback 360 graus, uma prática comum, pode ser afetado por viés, enquanto a avaliação de equipes com base em metas objetivas pode não refletir o desempenho real de todos os membros. Mark Mortensen e Martine Haas, professores de negócios, alertaram que a complexidade do trabalho em equipe tende a aumentar, especialmente com equipes globais e virtuais.
O Deutsche Bank enfrenta o desafio de criar um método eficaz para avaliar o trabalho em equipe e sua importância nas avaliações de desempenho. Especialistas, como Christopher Morrison, cofundador da TeamDynamics, alertam que a falta de um padrão claro pode resultar em desinteresse. Além disso, mudanças na avaliação podem gerar ansiedade entre os funcionários, mesmo com a expectativa de um aumento de cerca de 10% nos bônus dos banqueiros de investimento.
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