O setor de alimentos destacou-se em 2024, apresentando um crescimento de 33,8% no acumulado do ano, conforme o índice GS1 Brasil de Atividade Industrial, divulgado pela Associação Brasileira de Automação. Este desempenho é o melhor desde 2019, impulsionado pela demanda de exportações e pelo avanço do agronegócio. Marina Pereira, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da […]
O setor de alimentos destacou-se em 2024, apresentando um crescimento de 33,8% no acumulado do ano, conforme o índice GS1 Brasil de Atividade Industrial, divulgado pela Associação Brasileira de Automação. Este desempenho é o melhor desde 2019, impulsionado pela demanda de exportações e pelo avanço do agronegócio. Marina Pereira, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da GS1 Brasil, afirmou que “o setor de alimentos demonstrou uma sólida retomada, evidenciando sua resiliência mesmo diante de um cenário desafiador”.
Apesar do sucesso do setor alimentício, o desempenho geral da indústria acendeu sinais de alerta. O índice GS1 registrou uma retração de 11,4% em dezembro em comparação a novembro, e uma queda de 7,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No total de doze meses, a redução foi de 4,8%. Os setores têxteis, de produtos diversos e de vestuário e acessórios foram os mais impactados, com quedas de 34,2%, 21,6% e 16,1%, respectivamente.
A produção de papel ondulado, um indicador da atividade industrial, também seguiu a tendência negativa, com uma queda de 5,2% em dezembro, o menor volume desde outubro de 2023. No acumulado do ano, a redução foi de 1,1%, interrompendo uma sequência de resultados positivos nas médias móveis trimestrais. A LCA projeta que a Produção Industrial Mensal – Pesquisa Física (PIM-PF) de dezembro deve registrar uma variação mensal de -0,2%.
Apesar das dificuldades enfrentadas pela indústria, o desempenho anual ainda aponta um crescimento de 2,2%, sugerindo que há espaço para recuperação em 2025. A resiliência do setor de alimentos pode servir como um indicativo positivo em meio a um cenário macroeconômico desafiador, caracterizado por juros elevados e baixa confiança do consumidor.
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