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Relação Brasil-China permanece sólida apesar de desafios econômicos e guerra comercial

- A China, maior parceiro comercial do Brasil, anunciou crescimento do PIB de 5%. - Apesar de desafios, a economia chinesa continua a consumir commodities brasileiras. - Lívio Ribeiro destaca que a relação Brasil-China está blindada contra guerras comerciais. - Exportações brasileiras incluem minério, petróleo, soja e milho, essenciais para a China. - Expectativa de safra recorde pode aumentar as exportações para o gigante asiático.

A China, maior parceiro comercial do Brasil, anunciou um crescimento do PIB de 5%, reconhecendo “dificuldades e desafios” em sua economia. Apesar de uma leve desaceleração em relação ao ano anterior, o resultado surpreendeu positivamente o mercado. Lívio Ribeiro, pesquisador do FGV IBRE, destaca que a relação entre Brasil e China permanece “blindada” frente a […]

A China, maior parceiro comercial do Brasil, anunciou um crescimento do PIB de 5%, reconhecendo “dificuldades e desafios” em sua economia. Apesar de uma leve desaceleração em relação ao ano anterior, o resultado surpreendeu positivamente o mercado. Lívio Ribeiro, pesquisador do FGV IBRE, destaca que a relação entre Brasil e China permanece “blindada” frente a possíveis tensões comerciais, especialmente com a posse de Donald Trump.

Ribeiro ressalta que, mais importante que o percentual de crescimento do PIB, é a capacidade de absorção da economia chinesa, que, mesmo com crescimento menor, continua a consumir em grande escala. O Brasil exporta para a China produtos como minério, petróleo, soja, proteína animal e milho, o que torna a relação comercial relativamente estável, mesmo em um cenário de desaceleração global.

O analista também aponta que o petróleo pode ser o setor mais afetado em uma guerra comercial, embora o impacto nos preços não seja claro devido à produção americana e ao ajuste da Opep. Ribeiro não prevê mudanças significativas na relação entre os dois países até 2025, considerando que a China continuará a demandar as commodities brasileiras.

Além disso, a expectativa de uma safra recorde neste ano pode aumentar as exportações para a China, que já absorve uma parte considerável das commodities agrícolas do Brasil. Ribeiro observa que a exportação de minério está intimamente ligada ao ciclo de crescimento do setor imobiliário chinês, que enfrenta um longo processo de ajuste, dificultando previsões de melhora no curto prazo.

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