O relatório anual de desigualdade da Oxfam revelou que a riqueza combinada dos bilionários aumentou de R$ 13 trilhões para R$ 15 trilhões em apenas um ano, marcando o segundo maior crescimento anual desde que a organização começou a monitorar esses dados. Em 2023, surgiram aproximadamente 204 novos bilionários, elevando o total para 2.769, um […]
O relatório anual de desigualdade da Oxfam revelou que a riqueza combinada dos bilionários aumentou de R$ 13 trilhões para R$ 15 trilhões em apenas um ano, marcando o segundo maior crescimento anual desde que a organização começou a monitorar esses dados. Em 2023, surgiram aproximadamente 204 novos bilionários, elevando o total para 2.769, um aumento significativo em relação aos 2.565 do ano anterior. O diretor executivo da Oxfam, Amitabh Behar, destacou que a acumulação de riqueza entre bilionários triplicou, refletindo um aumento também em seu poder.
Apesar dos números impressionantes, a pobreza nos Estados Unidos continua alarmante, com 36,8 milhões de americanos vivendo abaixo da linha da pobreza, o que representa 11,1% da população, segundo o Censo. Jenny Ricks, secretária geral do Fight Inequality Alliance, enfatizou a necessidade de um governo que atenda às necessidades reais da população, pedindo mais investimentos em educação e saúde.
Após a divulgação do relatório, mais de 370 bilionários e milionários assinaram uma carta aberta pedindo a líderes políticos que implementem impostos mais altos sobre os mais ricos. O documento, apresentado durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, sugere que a solução mais simples para combater a riqueza extrema é taxar os super-ricos.
A Oxfam também revelou que 36% da riqueza dos bilionários é herdada, e um relatório da UBS estima que os herdeiros dos bilionários da geração baby boomer podem receber cerca de R$ 6,3 trilhões nos próximos 15 anos. A análise da Oxfam indica que metade dos bilionários reside em países sem imposto sobre herança para descendentes diretos, enquanto nos EUA, o imposto sobre herança pode chegar a 40%, dependendo do valor do patrimônio. A extensão das isenções fiscais estabelecidas pela Tax Cuts and Jobs Act de 2017, prometida pelo ex-presidente Donald Trump, também está em discussão, com alguns democratas alertando que essas medidas favorecem desproporcionalmente os ricos.
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