O impacto do governo de Donald Trump na agenda ambiental gera preocupações globais, mas analistas indicam que os efeitos nos negócios devem ser limitados. A pesquisa “Next in Insurance 2024”, da PwC, destaca que setores como o de seguros estão cada vez mais focados nas mudanças climáticas. Atualmente, 15% dos clientes buscam soluções de seguros […]
O impacto do governo de Donald Trump na agenda ambiental gera preocupações globais, mas analistas indicam que os efeitos nos negócios devem ser limitados. A pesquisa “Next in Insurance 2024”, da PwC, destaca que setores como o de seguros estão cada vez mais focados nas mudanças climáticas. Atualmente, 15% dos clientes buscam soluções de seguros que incorporam modelos ESG, como coberturas para edifícios verdes.
Dyogo Oliveira, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), afirma que eventos climáticos têm afetado significativamente o setor. Ele menciona que, no ano passado, o pagamento de indenizações no Rio Grande do Sul ultrapassou R$ 6 bilhões, um valor que se alinha às reservas técnicas do setor. Oliveira ressalta a necessidade de desenvolver modelos climáticos de curto prazo, que são essenciais para as projeções de risco das seguradoras.
A pesquisa da PwC de dois anos atrás não incluía as questões climáticas entre as principais preocupações do mercado brasileiro, mas a expectativa é que isso mude em futuras análises. Maria José Cury, da PwC Brasil, observa que as seguradoras estão adotando tecnologias integradas para aumentar a eficiência e mitigar riscos climáticos, especialmente no setor agro, onde sensores monitoram condições climáticas em tempo real.
O setor de seguros no Brasil, que representa 3,6% do PIB, ainda tem grande potencial de crescimento. Comparado a 12% nos EUA e 11% no Reino Unido, apenas 10% da população brasileira possui algum tipo de seguro. A inovação, como os seguros paramétricos que oferecem coberturas para eventos climáticos severos, é vista como uma oportunidade para expandir o mercado e tornar os produtos mais acessíveis.
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