O volume de transações via Pix mostra sinais de recuperação após a revogação da norma da Receita Federal que gerou incertezas. Dados do Banco Central indicam que, entre 18 e 24 de janeiro, a movimentação financeira alcançou 1,14 bilhão de transações, com uma queda de apenas 0,08% em relação ao mesmo período de novembro do […]
O volume de transações via Pix mostra sinais de recuperação após a revogação da norma da Receita Federal que gerou incertezas. Dados do Banco Central indicam que, entre 18 e 24 de janeiro, a movimentação financeira alcançou 1,14 bilhão de transações, com uma queda de apenas 0,08% em relação ao mesmo período de novembro do ano passado. Embora tenha havido uma redução de 17,62% em comparação com dezembro, isso é comum devido ao aumento de transações no final do ano, impulsionado por festas e pagamentos de 13º salário.
Em janeiro de 2025, a semana de 4 a 10 registrou a maior queda mensal desde a implementação do Pix, com uma redução de 10,9%. Essa diminuição é atípica, já que o período costuma concentrar um alto volume de transferências devido ao pagamento de salários. Comparando com meses anteriores, a movimentação foi inferior a novembro, outubro e setembro de 2024, evidenciando um comportamento diferente do habitual.
A queda nas transações foi atribuída à nova norma da Receita, que ampliava o monitoramento de movimentações financeiras, gerando desinformação sobre possíveis tributações. A Receita Federal esclareceu que a medida visava combater fraudes e crimes financeiros, aumentando o limite de monitoramento de R$ 2 mil para R$ 5 mil. Após a reação negativa, o governo revogou a norma em 15 de janeiro e enviou uma Medida Provisória para garantir a gratuidade e o sigilo do Pix.
Apesar das ações do governo, a popularidade da administração sofreu um impacto negativo, conforme apontou uma pesquisa da Quaest divulgada recentemente. A situação evidencia a sensibilidade do sistema financeiro a mudanças regulatórias e a importância da comunicação clara para evitar desinformação.
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