Amitabh Behar, diretor executivo da Oxfam Internacional, destacou em entrevista que a desigualdade global está em ascensão, com multimilionários adicionando dois trilhões de dólares às suas fortunas em 2024, enquanto 3.600 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza. Behar, que reside em Nairobi, se reuniu com o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, […]
Amitabh Behar, diretor executivo da Oxfam Internacional, destacou em entrevista que a desigualdade global está em ascensão, com multimilionários adicionando dois trilhões de dólares às suas fortunas em 2024, enquanto 3.600 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza. Behar, que reside em Nairobi, se reuniu com o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, e o incentivou a adotar um “liderança mundial” na luta contra a desigualdade, especialmente com a iminente presidência de Donald Trump, que pode agravar a situação.
Behar apresentou dados alarmantes, como o fato de que 733 milhões de pessoas enfrentam a fome, não conseguindo se alimentar adequadamente. Ele enfatizou que a desigualdade afeta desproporcionalmente mulheres e minorias, com o trabalho não remunerado feminino representando 10,5 trilhões de euros para a economia global. O executivo atribui essa desigualdade a um sistema econômico que favorece os ricos, onde 60% da riqueza dos multimilionários não é fruto do trabalho, mas sim de heranças e monopólios.
O colonialismo moderno, segundo Behar, ainda persiste, com 30 milhões de dólares sendo extraídos do Sul Global a cada hora para enriquecer o Norte. Ele expressou preocupação com as políticas de Trump, que podem intensificar a desigualdade, especialmente com cortes em ajuda externa, o que afetará significativamente o panorama da ajuda humanitária global, uma vez que os EUA são grandes contribuintes.
Para combater a desigualdade, Behar sugere impostos sobre os super-ricos, investimentos em serviços públicos e garantias de salários dignos. Ele também alertou sobre a armadilha da dívida externa, onde 50 países destinam 48% de seus orçamentos ao pagamento de dívidas, limitando recursos para saúde e educação. Behar conclui que é necessário repensar o sistema econômico atual em busca de uma economia mais justa e sustentável.
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