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Correios registram prejuízo de R$ 2,2 bilhões em 2024 com a ‘taxa das blusinhas’

- Os Correios enfrentaram um déficit primário de R$ 3,178 bilhões em 2023. - A "taxa das blusinhas" gerou perdas de R$ 2,2 bilhões em 2024. - A Receita Federal registrou queda de 11% nas encomendas internacionais. - O Programa Remessa Conforme aumentou a arrecadação em R$ 800 milhões. - A gestão atual busca recuperação financeira e diversificação de serviços.

O programa de taxação das blusinhas, oficialmente denominado Remessa Conforme, resultou em perdas de R$ 2,2 bilhões para os Correios em 2024, conforme informado pela empresa. Esse impacto financeiro é considerado a principal razão para o déficit primário de R$ 3,178 bilhões e o prejuízo de R$ 2,140 bilhões até o terceiro trimestre do ano. […]

O programa de taxação das blusinhas, oficialmente denominado Remessa Conforme, resultou em perdas de R$ 2,2 bilhões para os Correios em 2024, conforme informado pela empresa. Esse impacto financeiro é considerado a principal razão para o déficit primário de R$ 3,178 bilhões e o prejuízo de R$ 2,140 bilhões até o terceiro trimestre do ano. A estatal destacou que, embora o programa tenha trazido transparência e agilidade nas importações, também causou uma redução no fluxo de encomendas e quebrou a exclusividade dos Correios, afetando diretamente sua receita.

Durante uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, atribuiu a situação financeira à inclusão da empresa no Programa Nacional de Desestatização (PND) e a medidas da gestão anterior. Ele mencionou que o Remessa Conforme, criado pelo atual governo, quebrou uma reserva de mercado, permitindo que marketplaces internacionais competissem diretamente com os Correios, o que resultou em uma queda significativa nas importações isentas de impostos.

A secretária de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, Elisa Leonel, classificou o prejuízo como o “mais complicado” e destacou que a falta de investimentos durante o período de privatização contribuiu para a queda de receita. Os Correios enfrentam desafios adicionais, como a diminuição estrutural no volume de mensagens e a necessidade de pagar R$ 1,3 bilhão em contingências e precatórios. A atual gestão investiu cerca de R$ 2 bilhões em infraestrutura e tecnologia, buscando reverter o cenário deficitário.

Embora a Receita Federal tenha registrado uma arrecadação recorde de R$ 2,7 bilhões em 2024, um aumento de 40,7%, esse valor não é suficiente para cobrir o rombo da estatal. A Receita atribuiu a alta na arrecadação à criação do Remessa Conforme, que, apesar de melhorar a eficiência nas alfândegas, também impôs a taxa das blusinhas. O presidente dos Correios ressaltou que o impacto negativo da taxação foi R$ 1,4 bilhão maior do que o aumento na arrecadação, evidenciando a necessidade de uma reavaliação das condições de mercado para a estatal.

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