Em Londres, a prática de habitar catedrais e outros imóveis desativados tem crescido, com três moradores recentes pagando uma taxa mensal para viver nos quartos de um sacerdote. A empresa Live-in Guardians conecta esses “guardians” a propriedades ociosas, oferecendo uma alternativa de moradia mais acessível em meio à crise do custo de vida. Arthur Duke, […]
Em Londres, a prática de habitar catedrais e outros imóveis desativados tem crescido, com três moradores recentes pagando uma taxa mensal para viver nos quartos de um sacerdote. A empresa Live-in Guardians conecta esses “guardians” a propriedades ociosas, oferecendo uma alternativa de moradia mais acessível em meio à crise do custo de vida. Arthur Duke, fundador da empresa, observa que as aplicações para se tornar guardian aumentaram significativamente, especialmente entre pessoas na faixa dos trinta e quarenta anos, buscando formas mais baratas de viver.
Embora a proposta atraia muitos, a falta de regulamentação traz riscos, como a ausência de água potável e condições precárias. Luke Williams, um guardian de 45 anos, economizou milhares de libras em aluguel, mas reconhece que a situação se tornou menos vantajosa com o aumento das taxas de licença. A demanda por esse tipo de moradia disparou, com mais de 13.500 pessoas vivendo como guardians no Reino Unido, em contraste com os 11 milhões que alugam de proprietários privados.
A situação em Londres é crítica, com o aluguel médio subindo 11,5% no último ano, alcançando £2.220 mensais. Ben Twomey, da Generation Rent, destaca que os aluguéis consomem mais de 30% da renda pré-impostos, tornando os guardians uma opção viável para muitos. No entanto, essa alternativa, que antes era vista como uma escolha de estilo de vida, agora reflete a crise habitacional do país.
Enquanto alguns, como Mavis Alaneme, conseguiram economizar e comprar suas casas após anos como guardians, outros, como Charley Hullah, sentem-se presos em um ciclo sem fim. A falta de opções acessíveis e a crescente pressão dos aluguéis dificultam a transição para moradias mais estáveis, levando muitos a questionar a viabilidade dessa solução temporária.
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