Desde a Revolução Industrial, a humanidade lançou 2,4 mil gigatoneladas de CO2 na atmosfera, aproximando-se do limiar do “ponto de não retorno” em relação ao aquecimento global. Eventos climáticos extremos têm se intensificado, e a transição dos combustíveis fósseis para fontes renováveis é o maior desafio global para limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC […]
Desde a Revolução Industrial, a humanidade lançou 2,4 mil gigatoneladas de CO2 na atmosfera, aproximando-se do limiar do “ponto de não retorno” em relação ao aquecimento global. Eventos climáticos extremos têm se intensificado, e a transição dos combustíveis fósseis para fontes renováveis é o maior desafio global para limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC até 2050. O Brasil, no entanto, já avançou significativamente nessa questão, com uma matriz energética composta por 89% de fontes renováveis.
Durante a COP29, representantes brasileiros destacaram que a produção de carros de passeio é 100% flex e que a gasolina contém, no mínimo, 18% de etanol. O país também se destacou por apresentar as menores pegadas de carbono nos setores de “hard abate”, como cimento e aço. Com isso, o Brasil se comprometeu com uma das mais ambiciosas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), abordando a mudança do uso do solo e o desmatamento.
Para viabilizar o cumprimento da NDC, foi instituído o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), que estabelece limites de emissão para os setores “hard abate”. Fábricas que superarem esses limites poderão transacionar créditos de carbono, incentivando melhorias contínuas sem comprometer a competitividade da indústria. O SBCE também permitirá a entrada de créditos de carbono voluntários, provenientes de projetos florestais.
Com a implementação do mecanismo de ITMOs (transferência internacional de resultados de mitigação), o Brasil poderá se tornar um exportador de créditos de carbono. Essa transação será viabilizada por meio das florestas brasileiras, que, junto à matriz energética renovável, posicionam o país como um diferencial na busca pela emissão líquida de zero carbono. David Canassa, diretor da Reservas Votorantim, ressalta a importância da gestão adequada para alcançar esses objetivos.
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