A Bunge Global prevê uma queda significativa em seus lucros para 2025, estimando um lucro ajustado de US$ 7,75 por ação, o que representa uma redução de 16% em relação ao ano anterior. Essa projeção é considerada a mais baixa desde 2019 e ocorre em um contexto de crescente incerteza geopolítica, impactando o desempenho da […]
A Bunge Global prevê uma queda significativa em seus lucros para 2025, estimando um lucro ajustado de US$ 7,75 por ação, o que representa uma redução de 16% em relação ao ano anterior. Essa projeção é considerada a mais baixa desde 2019 e ocorre em um contexto de crescente incerteza geopolítica, impactando o desempenho da trading de produtos agrícolas. As ações da empresa caíram até 4,7% em Nova York antes do início das negociações regulares.
Os lucros da Bunge estão sob pressão, especialmente devido ao aumento da oferta e à incerteza em relação à política de biocombustíveis dos EUA. O CEO Greg Heckman destacou que a “visibilidade futura é limitada pelo aumento da incerteza geopolítica”, referindo-se também à possibilidade de uma guerra comercial, especialmente com tarifas sendo consideradas contra a China. O lucro ajustado da empresa no quarto trimestre de 2024 foi de US$ 2,13 por ação, uma queda de 42% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Além disso, a Bunge está em processo de aquisição da Viterra, apoiada pela Glencore, e já obteve a maioria das aprovações regulatórias necessárias para a transação. A conclusão do negócio, que estava prevista para meados de 2024, deve ocorrer “em breve”, segundo a empresa. Essa aquisição é vista como um passo estratégico para fortalecer a posição da Bunge no mercado.
As expectativas para o setor agrícola permanecem incertas, refletindo a volatilidade do mercado e as pressões externas. A Bunge, uma das principais players do setor, continua a monitorar a situação, buscando se adaptar às mudanças e desafios que surgem no cenário global.
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