A crescente popularidade das meme coins e o que a BCA Research descreve como “excesso de otimismo” no início de 2025 podem indicar um pico nos preços dos ativos de criptomoedas. Em um relatório divulgado na segunda-feira, os analistas aconselharam os investidores a “realizar lucros e esperar por um ponto de entrada mais atraente”. O […]
A crescente popularidade das meme coins e o que a BCA Research descreve como “excesso de otimismo” no início de 2025 podem indicar um pico nos preços dos ativos de criptomoedas. Em um relatório divulgado na segunda-feira, os analistas aconselharam os investidores a “realizar lucros e esperar por um ponto de entrada mais atraente”. O destaque das meme coins em 2025 se deve, em parte, à valorização do bitcoin, que quadruplicou de preço nos últimos dois anos, impulsionado pela introdução de fundos de índice (ETFs) de bitcoin que atraíram R$ 40 bilhões em novos investimentos no primeiro ano.
A euforia em torno das meme coins não se limita apenas a fatores de mercado, mas também é alimentada pela nova administração presidencial, que promete um ambiente favorável ao setor. O ex-presidente Donald Trump lançou sua própria meme coin, incentivando outros a fazerem o mesmo. Os analistas da BCA, liderados por Juan Correa, alertaram que a combinação do aumento das meme coins, os recordes de entradas em ETFs de bitcoin e a especulação do varejo são sinais de um otimismo excessivo, que historicamente precede correções de mercado.
Correa também destacou uma “frenética onda de pedidos de ETFs de criptomoedas”, abrangendo não apenas ativos relacionados a Solana e Ripple, mas também algumas das principais meme coins, como dogecoin, BONK e a TRUMP coin. Com investidores institucionais cada vez mais interessados em criptomoedas, as discussões sobre alocações de fundos de pensão e metas de preços para o bitcoin estão “atingindo níveis extremos”, segundo a nota da BCA.
Atualmente, mais de 90% da oferta de bitcoin está em lucro, um indicador que historicamente sinaliza picos nos preços. Embora o bitcoin tenha subido apenas 3% neste ano, permanece acima do nível de suporte de R$ 90 mil. Apesar de muitos analistas preverem que o bitcoin possa alcançar R$ 200 mil até o final do ano, a complexidade do cenário macroeconômico sugere que os investidores devem estar preparados para correções significativas, com quedas de 30% ou mais durante os mercados em alta.
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