O governo do Brasil, sob a presidência de Lula, ainda não se manifestou oficialmente sobre as novas tarifas de 25% impostas por Donald Trump sobre as importações de aço e alumínio. Trump anunciou também tarifas recíprocas para países que aplicam taxas sobre produtos americanos, citando o etanol brasileiro como exemplo. As tarifas de alumínio e […]
O governo do Brasil, sob a presidência de Lula, ainda não se manifestou oficialmente sobre as novas tarifas de 25% impostas por Donald Trump sobre as importações de aço e alumínio. Trump anunciou também tarifas recíprocas para países que aplicam taxas sobre produtos americanos, citando o etanol brasileiro como exemplo. As tarifas de alumínio e aço entrarão em vigor em 12 de março, enquanto as de reciprocidade ainda não têm prazo definido. O governo brasileiro busca contatos diretos para tentar reverter ou obter isenções.
As tarifas recíprocas afetarão as exportações brasileiras de etanol de cana-de-açúcar de maneiras diferentes, dependendo do tipo de produto. O etanol anidro é o principal item exportado para os Estados Unidos, com 282,5 milhões de litros enviados em 2023, representando 47% do total exportado pelo Brasil. Em contraste, o etanol hidratado, que abastece a frota brasileira, teve apenas 27,2 milhões de litros exportados para os EUA em 2024, o que corresponde a quase 3% do total.
Trump destacou que o etanol brasileiro paga apenas 2,5% para entrar nos EUA, enquanto o etanol de milho americano enfrenta uma tarifa de 18% no Brasil. O presidente americano afirmou que as tarifas recíprocas visam equilibrar as taxas de importação e exportação entre os países. A Casa Branca ainda não definiu uma data para a implementação das novas tarifas, e a equipe econômica dos EUA está mapeando as disparidades antes de Trump tomar uma decisão.
O comunicado de Trump também ressaltou que, em 2024, os EUA importaram mais de 200 milhões de dólares em etanol do Brasil, enquanto exportaram apenas 52 milhões de dólares para o país. Além disso, mencionou que a União Europeia cobra 10% sobre carros importados dos EUA, enquanto os EUA aplicam apenas 2,5% sobre os veículos europeus.
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