Caio Megale, economista-chefe da XP, participou do programa Morning Call nesta segunda-feira, 17, e afirmou que a taxa de câmbio está em processo de acomodação após uma alta excessiva em dezembro. Essa situação, segundo ele, aliviou a pressão sobre as taxas de juros de médio e longo prazos. Megale destacou que dados recentes de atividades […]
Caio Megale, economista-chefe da XP, participou do programa Morning Call nesta segunda-feira, 17, e afirmou que a taxa de câmbio está em processo de acomodação após uma alta excessiva em dezembro. Essa situação, segundo ele, aliviou a pressão sobre as taxas de juros de médio e longo prazos. Megale destacou que dados recentes de atividades econômicas, como as vendas no varejo e serviços, indicam que o ajuste na política monetária de 2023 está surtindo efeito, o que pode levar a uma acomodação da inflação no futuro. Ele prevê que, se a inflação voltar à meta, o Banco Central pode não precisar elevar tanto a Selic, cuja projeção da XP é de que chegue a 15,50%.
O economista também comentou sobre a desaceleração econômica, afirmando que a política monetária está mostrando resultados, mas que, no curto prazo, as pressões inflacionárias continuarão a preocupar tanto o Banco Central quanto o mercado. Ele mencionou o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10), que apresentou uma alta de 0,87%, superando a expectativa de 10% do mercado, impulsionada principalmente pelos preços no atacado. Megale alertou que essa pressão no atacado, especialmente de produtos industrializados, impactará o varejo.
Além disso, Megale se referiu ao Boletim Focus, que trouxe novas projeções de inflação para 2025 e o próximo ano, o que o deixou preocupado em relação ao curto prazo. Ele classificou o momento atual como um “momento chave” para o Banco Central, enfatizando a necessidade de manter a política econômica em meio a uma desaceleração da atividade e inflação elevada.
Sobre a inflação nos Estados Unidos, Megale observou que os dados divulgados na semana passada foram um pouco piores, especialmente o índice de preços ao consumidor. No entanto, ele destacou que a atividade econômica está mais estável, o que diminuiu a ansiedade dos investidores. Apesar do temor inicial de que o Federal Reserve pudesse aumentar as taxas de juros, a situação atual sugere que não há muito espaço para cortes, mas também é cedo para considerar novas altas.
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