Os investidores estão atentos ao Chile, que pode ser a próxima economia em desenvolvimento a aumentar as taxas de juros, seguindo o exemplo de Brasil e Ucrânia. Gestores de fundos, como os da Kinea Investimentos e Itaú Asset Management, apostam em juros futuros mais altos devido à persistência da inflação no país. No entanto, economistas […]
Os investidores estão atentos ao Chile, que pode ser a próxima economia em desenvolvimento a aumentar as taxas de juros, seguindo o exemplo de Brasil e Ucrânia. Gestores de fundos, como os da Kinea Investimentos e Itaú Asset Management, apostam em juros futuros mais altos devido à persistência da inflação no país. No entanto, economistas consultados pelo banco central projetam dois cortes de juros nos próximos 12 meses, o que gera incerteza sobre a direção da política monetária.
Na última ata do banco central chileno, divulgada na quarta-feira, foi destacado que a inflação está mais persistente do que o previsto, levando os dirigentes a considerar um aumento nas taxas antes da reunião de setembro. A ata provocou um aumento de 16,75 pontos-base nos juros futuros de dois anos, alcançando o nível mais alto em nove meses. O Brasil, que iniciou o aumento das taxas em setembro do ano passado, já acumulou um aumento de 275 pontos-base.
Os dirigentes do banco central chileno, sob a liderança de Rosanna Costa, decidiram manter a taxa em 5% ao ano no final de janeiro, sua primeira pausa desde julho. Contudo, a inflação anual subiu para 4,9%, com um aumento de 1,1% nos preços ao consumidor em janeiro, o maior em quase dois anos. A ata subsequente foi considerada mais hawkish, indicando que o banco poderia aumentar as taxas se necessário.
A divergência entre as expectativas dos economistas e dos operadores de mercado sobre a inflação é notável. Enquanto os economistas projetam uma inflação de cerca de 5% para o primeiro semestre, operadores acreditam que o fenômeno inflacionário será mais duradouro. A expectativa de aumento da taxa básica em 12 meses subiu para 5%, e a proporção de operadores que preveem um aumento em abril aumentou para 7,7%. A situação reflete um cenário de incerteza e vigilância em relação à política monetária chilena.
Entre na conversa da comunidade