Nos últimos dez anos, especialmente após a pandemia, os shoppings no Brasil evoluíram de meros centros de compras para hubs sociais que oferecem uma variedade de experiências. De acordo com a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), apenas 43% dos visitantes vão aos shoppings para comprar, enquanto a maioria busca experiências diversificadas. O espaço para […]
Nos últimos dez anos, especialmente após a pandemia, os shoppings no Brasil evoluíram de meros centros de compras para hubs sociais que oferecem uma variedade de experiências. De acordo com a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), apenas 43% dos visitantes vão aos shoppings para comprar, enquanto a maioria busca experiências diversificadas. O espaço para lojas de moda diminuiu, não por um encolhimento, mas pela transformação do layout dos shoppings, que agora incluem categorias como saúde e bem-estar, além de gastronomia.
O setor de bem-estar, conforme destaca Patrícia Siebra, da Buddha Spa, tem se expandido rapidamente, com a empresa abrindo novas unidades em shoppings. Apesar de ocuparem áreas menores, essas lojas geram um faturamento médio de R$ 150 mil. A Multiplan também tem adaptado seu mix de lojas, priorizando alimentação e serviços, enquanto a presença de vestuário caiu de 37,5% para 32,2% entre 2014 e 2024. O shopping New York City Center, revitalizado, registrou um crescimento de 33,8% nas vendas em 2024.
A Allos, resultado da fusão entre Aliansce Sonae e BRMalls, tem focado em transformar shoppings em espaços desejáveis, assinando 79 contratos com marcas de beleza e 425 novas operações gastronômicas. O projeto Taste Lab, que promove experiências gastronômicas locais, exemplifica essa mudança. A realocação de lojas e a saída de algumas âncoras abriram espaço para novas operações, com um aumento na demanda por lojas menores que oferecem serviços complementares.
A descentralização dos shoppings também é uma tendência, com a proporção de empreendimentos nas capitais caindo de 49% em 2014 para 42% em 2023. Essa expansão para cidades menores é impulsionada pelo crescimento econômico local e pela demanda por serviços e lazer, contribuindo para a geração de empregos e o desenvolvimento regional.
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